IMPOSIÇÃO DE MÃOS?

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IMPOSIÇÃO DE MÃOS?

Mensagem por gabii em Ter 25 Mar 2008 - 18:51

PARTE 1

Dedicatória



A todos os que aceitaram a Jesus como único Salvador e Senhor de suas vidas, e que precisam crescer na graça, e tornarem-se perfeitos e santos em meio a uma geração corrupta e maligna.

Para que jamais sejamos como meninos, andando de um lado para outro, em meio a ventos de doutrinas humanas, pela hipocrisia de homens que induzem ao erro.

Que o Espírito Santo nos ensine, para que possamos ser como uma virgem ao seu noivo e esposo Jesus.



Ministério de Ensino










INTRODUÇÃO







Ao abordarmos este assunto, queremos apenas que a instrução e a veracidade da Palavra do Senhor Jesus possa preencher o interior de cada um que se disponha a conhecê-lo um pouco mais, na busca da comunhão, por meio da sua Palavra. A Imposição de Mãos é um tema relacionado entre os princípios elementares da doutrina de Cristo, como está escrito em Hebreus 6:1-2. Daí procede a importância deste estudo. Pois é a partir deste fundamento, que deve ser “alicerçado todo edifício, para morada do Senhor Jesus no Espírito” (Ef. 2:19-22).

Estes princípios são de suma importância para todo aquele que se torna nova criatura em Cristo Jesus, pois é deles que se extraem os fundamentos para a reestruturação de conceitos para o serviço no Reino de Deus. Desta forma, se torna importante analisar e guardar cada um destes princípios, a fim de que o nosso serviço a Cristo seja executado de forma correta, racional e consciente (II Tm. 3:16 e 17).

Pare para pensar: Quantas vezes nós presenciamos em nossas vidas, quer seja na igreja, ou em outro ambiente em que estejamos reunidos para culto ao Senhor, homens e mulheres que, como canais por meio da imposição de mãos puderam trazer algo da parte do Senhor, seja cura, libertação, profecia etc. Agora, pergunte a você mesmo: porque houve a imposição das mãos nestas circunstâncias? Será que foi somente por hábito? Ou foi somente para identificar quem estava recebendo a ministração?

Bom! Não sabemos qual foi a sua resposta, mas temos certeza de que a Bíblia tem uma resposta coerente e correta para todo o questionamento. Por isso, estaremos analisando, dentro deste assunto, o porquê, como e quando pode e deve ser realizada a imposição das mãos.

Certamente as mãos são canais pelos quais demonstramos o que está em nossos corações. Podemos usá-las tanto para a prática do mal (Mt. 5:30), como para a prática do bem (I Tm. 2:Cool. Por isso, é que nós, que somos salvos em Jesus Cristo, devemos abandonar as velhas práticas e deixar que nossos membros se tornem úteis a Deus (II Co. 4:10 e 11). O Apóstolo Paulo, quando escreveu aos que habitavam em Éfeso, dizendo: “Aquele que furtava, não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.” (Ef. 4:28), nos deixou um princípio básico: seja qual for o pecado executado (nesse caso, o roubo), deve ser abandonado, e o membro que outrora era instrumento das trevas, agora precisa trabalhar no que é bom.

Logo, se outrora, antes de conhecermos a Jesus, nos deixamos pelos membros sermos envolvidos com o pecado, é nosso dever, que após o recebimento do perdão pela graça de Jesus, e a purificação no Seu sangue, nos mantenhamos afastados de toda impureza, para que a purificação em Cristo seja permanente em nós, e assim nos apresentemos diante de Deus, com mãos limpas (Sl 24:3-5).

A prática da imposição das mãos pode ser observada em toda a Escritura Sagrada, com múltiplas finalidades. Por isso se torna complexo trazer uma definição global do que representa. Entretanto, se analisarmos as palavras imposição e mãos, na sua origem etimológica e em seus significados, poderemos abrir um leque de opções que nos darão maior compreensão do que estaremos abordando.

No Antigo Testamento vemos freqüentemente, no tabernáculo ou templo, que o pecador trazia sua oferta ao sacerdote, para que o sangue (vida) daquele animal expiasse a vida daquele homem. O juízo que era devido ao ofertante caía sobre o animal. Mas, como isso ocorria?

O que Deus criou para que pudesse ser feita essa troca? No próprio texto de Levítico encontramos a resposta: “E porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão aspergirão o sangue sobre o altar, em redor”. (Lv 3:Cool. Este assunto será abordado com mais detalhes, mais adiante.

A imposição de mãos foi criada pelo Eterno com a finalidade de transmitir da sua própria vida para alguém ou alguma coisa. A palavra no hebraico que designa tal atitude é semichá (pronuncia-se semirrá), proveniente de samach, significando “apoiar”, “escorar”, “encostar”, “colocar”, “pôr”, “sustentar”, “prover”, “atacar”. Já no Novo Testamento, em que o seu original é escrito em grego, a palavra encontrada para imposição é epitithesis, que significa: “colocação ou em cima”, “aplicação”, “o cair sobre”, “ataque”.

AsSantas Escrituras nos mostram exemplos de pessoas que transmitiram algo da sua vida, pela imposição de mãos. Vejamos: Moisés, antes de morrer, transmitiu o seu espírito de sabedoria a Josué, para que este procedesse adequadamente como seu sucessor diante de Deus, guiando a Israel (Dt 34:9). O apóstolo Pedro também age segundo o mesmo espírito, quando subindo ao templo com João encontra na porta um homem coxo de nascença e, o curou, dizendo: “Não tenho ouro nem prata; mas o que tenho, te dou” (At 3:1-Cool. Note nas palavras que Pedro utilizou. Ele deu algo que tinha, deu da sua vida (Gl 2:20). Cheio do Espírito Santo, transmitiu cura para aquele coxo.

Mas, talvez você ainda pergunte: Porque a utilização das mãos?

Voltando à origem das palavras, encontramos para mãos a palavra yad, no hebraico e cheir (keir) no grego, que tem vários significados: “mão”, “força”, “poder”, “exército”. Pode também expressar a autoridade de uma pessoa, como por exemplo: “cair nas mãos de alguém, que significa “estar sob seu poder” (Gn 32:11, Jz 2:14, Jr 27:6 e 7), ou falar da atividade de uma pessoa, como esta sendo “obra das suas mãos” (Sl. 28:4 e 5, Pv 12:14, Lm. 3:64, Ag. 2:14). As mãos podem exteriorizar o interior de cada homem, ou seja: representam suas obras, suas atitudes; representam quem você é!

Em Gênesis 20:5 vemos a expressão de Abimeleque, que por ter tomado a mulher de Abraão, pensando que fosse sua irmã, foi advertido pelo Senhor, em sonho: “Deus, porém, veio a Abimeleque em sonhos de noite, e disse-lhe: Eis que morto serás por causa da mulher que tomaste; porque ela tem marido. Mas Abimeleque ainda não se tinha chegado a ela; por isso disse: Senhor, matarás também uma nação justa? Não me disse ele mesmo: É minha irmã? E ela também disse: É meu irmão. Em sinceridade de coração e em pureza das minhas mãos tenho feito isto”. De certa forma, suas mãos o justificaram diante de Deus.

Vejamos tantas outras citações da Bíblia, que nos falam das mãos como obras e atitudes de uma pessoa: I Sm 26:18, Is 59:3, Jr 23:14, I Cr 12:17, Jó 17:9, Pv 14:1, Is 3:11. Percebeu? Toda obra praticada pelo homem, seja ela boa ou não, está nas suas mãos. Reflita: Em um emprego existe um chefe e os empregados, que no seu devido tempo devem lhe prestar contas de seus serviços. Esta prestação de contas é feita através de um relatório que denuncia todo o seu serviço, as metas alcançadas, os meios pelos quais foram alcançadas e o andamento de cada serviço prestado. Em algum momento o chefe vai pedir contas e este relatório vai estar em suas mãos para fazer conhecido todo o seu trabalho. Assim é no reino do espírito. Tudo quanto você faz está nas suas mãos. Por isso às vezes se lê: “mãos limpas”, mãos contaminadas” ou algo semelhante. Este é o diagnóstico diante de Deus, acerca das nossas obras.

Compreendeu porque as mãos são um canal por onde se transmite algo? Logo, entendemos que pelo fato das mãos representarem autoridade, poder, obras e até a vida de alguém, fluirá algo da parte do Eterno, através das mesmas. Por isso existe a necessidade de se ter uma vida consagrada diante de Deus, para que flua das tuas mãos a vida que procede dele.

Sendo assim, ao analisarmos o sentido etimológico, concluímos que pode haver algumas vertentes na imposição das mãos: 1. Colocar algo sobre alguém, 2. Aplicar algo sobre alguém, 3. Fazer cair algo sobre alguém, 4. Atacar algo em alguém. Desta forma, percebemos basicamente finalidades na imposição de mãos, respectivamente: 1. Abençoar, 2. Consagrar, 3. Transferir a responsabilidade ou a culpa, 4. Libertar alguém. Vamos analisar cada uma delas de uma forma mais abrangente, para buscarmos uma fé não baseada naquilo que vemos este ou aquele irmão fazendo, mas naquilo que o Senhor nos tem ensinado, como obra de fé.

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IMPOSIÇÃO DE MÃOS?

Mensagem por gabii em Ter 25 Mar 2008 - 18:52

PARTE 2
A IMPOSIÇÃO DE MÃOS NO ANTIGO TESTAMENTO


Mãos para Abençoar



São muitas as ocorrências, na trajetória bíblica, em que se utiliza a imposição de mãos. Retornando ao tempo dos começos observamos, no livro de Gênesis, capítulo 48 o primeiro fato descrito por Moisés, em que ocorre a imposição de mãos. Encontramos aí Jacó abençoando os filhos de José, Efraim e Manassés. Jacó põe as mãos sobre suas cabeças, a fim de proferir as bênçãos determinadas a cada um deles. É interessante notar, que quando Jacó troca as mãos, colocando a mão direita sobre a cabeça de Efraim, e a mão esquerda sobre a cabeça de Manassés, sendo este o primogênito dentre os dois, observamos a reação de José dizendo: “Não assim, meu pai, porque este é o primogênito; põe a mão direita sobre a sua cabeça”. Daí surge uma pergunta: Como José sabia que se deveria colocar a mão direita sobre a cabeça do primogênito? Com certeza, com base na narrativa de Gênesis 27, havia entre Jacó e Esaú, um direito de primogenitura. O primogênito herdava de seus pais as bênçãos que haviam sido proferidas sobre ele para que houvesse continuidade das promessas, de geração a geração. Os outros filhos não seriam por isso amaldiçoados, mas geralmente serviriam ao primogênito, tendo este a primazia sobre as coisas.

No caso dos filhos de Noé, a primogenitura era de Sem, depois Cam e Jafé. Entretanto, devido ao pecado de Cam, assim foi proferida a bênção: “Maldito seja Canaã; servo dos servos será de seus irmãos. Disse mais: Bendito seja o Senhor, o Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite Jafé nas tendas de Sem: e seja-lhe Canaã por servo”. A bíblia não nos relata se os patriarcas, ao abençoarem seus filhos, o fizeram com imposição de mãos (Gn 9:24-27, 24:58-60, 27:27-29, 27:38-40, 49:1-2), mas, subentende-se, pela reação de José, que os patriarcas tinham o costume de assim executarem as bênçãos, e que, como todo costume, também tenha sido passado de geração a geração; contadas e ensinadas de pais para filhos.

Outro exemplo em que a imposição de mãos aparece no antigo testamento, com o sentido de abençoar, é quando o sacerdote Arão, oferece sacrifícios por si e pelo povo. Veja: “Depois, Arão levantando as mãos para o povo, o abençoou e desceu, tendo acabado de oferecer a oferta pelo pecado, o holocausto e as ofertas pacíficas” (Lv 9:22). Sendo assim, compreende-se que a bênção com a imposição de mãos não se restringe somente ao fato de proferir palavras boas, que se cumprirão no decorrer do tempo, como vimos no exemplo dos filhos de José. Mas, pode também, ser usada na liberação de perdão a algum indivíduo, ou à nação, como vimos em Levítico, a fim de que se tornem livres da maldição (domínio do mal) do pecado e possam achegar-se diante de Deus.



Mãos Para Consagrar



Outro aspecto no qual podemos observar a imposição de mãos é no ato das consagrações. Bem! Para uma melhor compreensão, podemos dar uma olhada no que é consagração. No dicionário secular temos: “aprovação”, “tornar sagrado”, “dedicação”. Já no dicionário bíblico encontramos: “ Ato pelo qual uma pessoa ou coisa se dedicava ao serviço de Deus. Este ato inclui a ordenação para exercer qualquer ofício sagrado (Lv 8:23, II Cr 29:31, Ex 29:9) e, bem assim, a separação de objetos de uso comum, para fins religiosos (Js 6:19, II Cr 31:6)”; ou seja, consagração é o ato de separar ou dedicar algo ou alguém para um devido fim. Neste caso, para ser santo diante de Deus.

Vejamos: todo Israel havia pecado contra o Senhor. Durante a caminhada no deserto houve murmurações, lamentações, choros, contendas, injúrias, e uma dose enorme de ingratidão, somada à incredulidade contra o Deus Todo-Poderoso, que os havia retirado da terra da servidão, onde eram escravos. E o Senhor, por amor aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, por meio da oração e intercessão constante de Moisés, perdoa o povo, e, como uma solução, dá o sacerdócio à casa de Israel. Desta maneira, haveriam sempre diante de Deus ofertas que expiassem os seus pecados, e assim o povo poderia se achegar e comungar com Ele, sem que fosse destruído.

A tribo de Levi (que significa união) recebeu de Deus esta chamada para oficiar o auxílio aos sacerdotes (casa de Arão) no tabernáculo. É interessante lembrar que a tribo de Levi foi a única tribo que, quando Israel pecou contra o Senhor, fazendo o bezerro de ouro, confessou serem do Senhor, e provaram, obedecendo à ordem de matar, passando ao fio da espada os idólatras, como vemos em Êxodo 32:25-29. Os filhos de Levi foram consagrados segundo as ordenanças do Senhor, por meio de Moisés. Neste caso, a consagração não somente teve a finalidade de separá-los para uso e dedicação ao Senhor, no serviço sacerdotal; mas também a fim de lhes delegar autoridade e poder para se achegarem diante de Deus como seus mediadores, pela imposição de mãos de todo o povo de Israel. A partir de então, os levitas deveriam oficiar diante de Deus em favor da nação de Israel, oferecendo diante Dele as ofertas do povo e ministrando a eles os Seus dons, numa vida de santidade e separação do pecado e de toda forma de impureza. Confira: Números 8:5-26; em especial os versos 9 e 10.

Os levitas formavam a guarda do tabernáculo e tinham ao seu encargo o seu transporte, o cuidado dos seus utensílios e, aos filhos de Arão cabia o sacerdócio (Nm 4). Neste caso, a imposição de mãos da nação de Israel sobre os levitas deixa sobre eles a responsabilidade de manter a nação em comunhão com Deus. Pela imposição de mãos o povo deixa a eles o encargo dos seus pecados, suas transgressões, para que eles, diante do Senhor oficiassem o sacerdócio e conduzissem o povo a Deus (Lv 10:8-11, Dt 24:8, Ml 2:4-7). Assim, conclui-se que o povo de Israel concordou, por meio da imposição de mãos, com a consagração dos filhos de Levi, investindo-os de autoridade para agir da maneira que lhes fosse propícia. Por meio deles deveria vir a direção de Deus. E o povo de Israel, ao impor as mãos sobre eles, confirmaria a sujeição às suas direções, recebendo-os como canal de Deus.

O Senhor, à semelhança da consagração dos levitas, ordenou a Moisés que transferisse o encargo que tinha de conduzir o povo, para Josué, filho de Num. Josué, como testemunhado pelo próprio Senhor, era homem em quem estava o Espírito (Nm 27:18). Este, juntamente com Calebe, foram os únicos, de toda a geração que saiu do Egito, que pela fé e fidelidade devotadas ao Senhor, receberam o direito de entrar na terra prometida (Nm 14:6-45). Sendo assim, estando próxima a morte de Moisés, era necessário que fosse levantado outro homem que pudesse direcionar o povo à terra de Canaã e liderar a conquista da herança dada pelo Senhor aos filhos de Israel. Segundo as orientações de Deus, Moisés passou a responsabilidade que estava sobre ele para Josué, impondo-lhe as mãos diante de todo Israel e perante o sacerdote, investindo-o de autoridade para liderar Israel após a entrada na terra prometida (Nm 27:18-23).

Bem! Ao observarmos outras consagrações e delegações de autoridade, não encontramos direta e explicitamente as palavras “imposição e mãos”. Temos o caso de Moisés com os setenta anciãos em Números capítulo 11, onde o Senhor concede o mesmo Espírito que estava em Moisés aos anciãos para que eles pudessem cooperar no julgamento das causas do povo. Temos também a consagração dos próprios reis. Primeiro Saul (I Sm 9 e 10), depois Davi (I Sm 16:1-13), que foram ungidos pelo profeta Samuel, por ordem do Senhor. Em cada caso, à sua maneira, subentende-se que a imposição de mãos foi executada como sinal de aprovação, para que servisse de testemunho diante de Deus e dos homens. A partir daquele momento as pessoas consagradas tinham e deveriam arcar com as responsabilidades a elas outorgadas.

Um ponto a ser observado em cada um desses casos, é que ninguém foi ungido por vontade daquele que os ungiu, mas todos foram direcionados por Deus a assim fazerem (Nm 8:5-6, Nm 27:15-18, Nm 11:16-17, I Sm 9:15-16, I Sm 16:1 e 12-13).

Logo, não é qualquer um que pode ser ungido. A consagração e a imposição de mãos deve primeiramente ser direcionada por Deus, que segundo a sua soberania escolhe o instrumento de execução da Sua vontade. A imposição de mãos não é uma brincadeira ou um ato sem valor. Ela requer uma comunhão com Deus para que se conheça a sua vontade, e um temor muito grande da parte do ungido, para que não tenha o mesmo fim que Saul teve ( I Sm 28), completamente alienado da vontade de Deus.
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IMPOSIÇÃO DE MÃOS?

Mensagem por gabii em Ter 25 Mar 2008 - 18:54

PARTE 3

Mãos Para Curar



Ao estudarmos sobre a cura no Antigo Testamento não encontramos nenhuma ocorrência da mesma pela imposição de mãos. Entretanto, no caso de Naamã, há um fator interessante que gostaríamos de mencionar. Relata a Bíblia que Naamã era comandante de muito conceito do exército da Síria; porém havia um detalhe: ele sofria de Lepra! Tendo a mulher de Naamã uma menina cativa de Israel como serva, ela a ouviu falar sobre o profeta Eliseu, homem de Deus, e o estimulou a ir procurá-lo para que fosse limpo da lepra. Chegando Naamã a Israel, Eliseu mandou-o ir ter com ele e direcionou-o a lavar-se por sete vezes no rio Jordão.

Você deve estar se perguntando: E daí? Bem! Observemos a reação orgulhosa de Naamã: “Porém, Naamã muito se indignou, e se foi, dizendo: Eis que eu dizia comigo: Certamente ele sairá, pôr-se-á em pé, invocará o nome do SENHOR seu Deus, passará a sua mão sobre o lugar, e restaurará o leproso” (II Rs 5:11). Não é interessante que Naamã tenha dito: “passará a mão sobre o lugar...”?

Voltando às leis do Senhor, podemos encontrar uma resposta satisfatória para o porquê de Naamã ter falado daquela forma. Levítico 13 e 14 fala exatamente das leis acerca da lepra, onde o Senhor direciona a maneira pela qual deveriam proceder, tanto o leproso como o sacerdote, em cada situação. Na purificação do leproso, já no capítulo 14, depois de oferecidos os sacrifícios ordenados por oferta pela culpa, de acordo com a posse do enfermo, o sacerdote toma o azeite, põe na PALMA DA MÃO esquerda, e coloca deste azeite, dentre outros lugares, sobre a cabeça do leproso (Lv 14:15-18), que seguida da oferta pelo pecado e do holocausto completava sua purificação.

Sendo assim, conclui-se que Naamã, deve ter ouvido falar que a purificação da lepra dentre o povo de Israel era feita com imposição de mãos, como vimos em Levítico. Mas o Senhor, que é soberano, conhecendo a altivez de Naamã, através da direção dada a Eliseu, o humilha, sujeitando-o à vergonha da exposição do seu corpo leproso perante todo seu exército, ao lavar-se no rio Jordão. Ele é então curado, porque em Deus não há limitações.

Entretanto, entre o povo de Israel, verdadeiramente existia a ordenança que está descrita em Levítico, a fim de que os filhos de Israel, cumprindo-as, pudessem ser limpos e comungarem com o Senhor. É bom frisar que a purificação da lepra, segundo as ordenanças, não era executada com uma imposição de mãos. A imposição de mãos estava incluída em todo o ato litúrgico, como a oferta pela culpa (reconhecimento de que é pecador), oferta pelo pecado (confissão de pecado) e o holocausto com oferta de manjares (uma forma de gratidão ao Senhor pela restauração).

Logo, entendemos que eram necessárias posturas adequadas do enfermo diante do Senhor Deus, para que a cura transmitida pela unção, na imposição de mãos, se tornasse efetiva.

Mãos nas Ofertas



Na nação de Israel, o Senhor, por conhecer a natureza humana, proveu para o seu povo uma forma de purificação, visando a sua santificação e consagração para Ele. O Eterno, por amar a Israel, a separou em Abrão (Gn 12:1-3, 17:7-Cool, confirmando em Isaque (Gn 26:1-6) e Jacó (Gn 32:22-30), – patriarcas de Israel – a sua benção. E depois de resgatá-la poderosamente do Egito (Ex 12:29-14:31), chamou-a para ser uma nação exclusivamente Sua (Ex 19:5-6), Santa e Eleita. Para isso Ele entregou-lhes a Sua Lei, com seus mandamentos, preceitos e ordenanças, com a finalidade de moldar no homem um caráter semelhante ao Seu (Lv 18:1-15). E, sabendo ele que homem nenhum seria capaz de cumprir toda Sua vontade, por causa do pecado instalado na carne (Gn 6:5-6), estabeleceu um tabernáculo terrestre, onde estaria a sua presença (Ex 40:34-38). E os sacerdotes, que ali oficiavam, tinham a função de conduzir o homem ao Senhor, ministrando as ofertas dos filhos de Israel perante a Sua presença (Nm 18:1-20). Desta maneira, se o povo atentasse para a voz do Senhor, não haveria ira novamente contra eles, antes, no altar do Senhor estaria continuamente o sangue da expiação, para remissão dos pecados (Lv 17:11).

Tendo cada oferta a sua importância, todas tinham como objetivo principal levar o povo de Deus a ser somente Dele, que é Santo, perfeito e imaculado. Sendo assim, era necessário que o homem fosse tido por inocente diante de Deus. E essa inocência era proporcionada por meio do sangue dos animais imolados ao Senhor, em favor do homem.

Neste ponto entra o que estamos abordando: a imposição de mãos. Veja: quando o homem pecava, segundo a Lei, devia achegar-se à tenda do Senhor, trazendo sua oferta aos sacerdotes e colocando a mão sobre o animal, confessava o pecado cometido, lançando sobre o animal a culpa do seu pecado e recebendo a inocência daquele animal. Estes sacrifícios eram oferecidos pelos homens diante do templo por voluntariedade própria, segundo o reconhecimento do erro ou da transgressão, e mediante a sua confissão eram justificados.

Entretanto, o mesmo processo não servia para expiação de qualquer pecado, porque em alguns casos, os próprios transgressores eram eliminados do meio do povo, apedrejados, para que a ira não recaísse sobre toda a nação. Tomando por exemplo o pecado de blasfêmia, entende-se que as testemunhas do fato ocorrido eram os primeiros a executar juízo contra os transgressores, impondo sobre eles as mãos, e, desta forma, lançavam sobre eles os seus pecados, livrando-se de qualquer envolvimento com a prática da injustiça. Após colocarem sobre os transgressores os seus pecados pela imposição das mãos, estes eram apedrejados, e assim, o sangue que descia sobre a terra cobria a transgressão. Então, entende-se por mãos nas ofertas a imposição de mãos para o exercício do juízo sobre a carne, seja a do animal, que toma o lugar do pecador, ou a do próprio transgressor (Lv 24:13-16, Dt 17:7).

Neste caso, existe uma diferença das outras que estudamos até agora. Nas imposições de mãos, seja para abençoar, consagrar ou curar, temos homens que pelas suas mãos passavam a outros algo bom, que lhes beneficiaria de alguma maneira. Mas na imposição de mãos nas ofertas acontece o inverso, o homem que impõe a mão sobre o animal, lança sobre ele o seu pecado, levando o animal a juízo; ou seja, a morte. E não somente isto, mas também pela imposição o homem recebe, diante dos olhos do Senhor, a inocência daquele animal que é sacrificado. É interessante notar que quando o homem trazia a oferta ao Senhor no tabernáculo, os sacerdotes que ministravam no templo tinham o dever de tomar da carne do altar, para seu alimento próprio (Lv 7:28-38). Veja: O animal recebe o juízo justo do pecado do homem, a morte. E o sacerdote tem o dever de comer a carne, ou seja, o sacerdote toma também sobre si o pecado do homem. Uma parte era lançada a Deus, na queima do altar, porém, a outra era absorvida pelo sacerdote (I Cr 23:13).

Logo, existe uma permuta clara e evidente nesta situação (que também ocorre nas demais, já abordadas de uma maneira mais sutil), que nos leva a crer que a prática da imposição de mãos no Antigo Testamento era uma troca mútua, e nem sempre era justa. Entretanto, já nos deixava um prenúncio do que haveria de ocorrer: “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito.” (I Pe 3:18). GLÓRIAS A JESUS!!!

Sendo assim, se o homem que tem o pecado se vê livre dele pela imposição de mãos, é claro que aquele que tem uma vida agradável diante do Senhor, tem em suas mãos a justiça e a vida que dEle emana, para que seja manifesta a graça de Deus, por curas, bênçãos, libertações e etc. Portanto, a imposição de mãos nas ofertas, na realidade é a base de todas as outras. Ela foi ordenada pelo próprio Senhor, para que provisoriamente o homem fosse justificado pelo sangue da aspersão, até que fosse manifesto Aquele que de uma vez por todas traria a redenção eterna, por meio do Seu sacrifício imutável: CRISTO JESUS! (Hb 7:23-28).



Mãos Como Executantes de Obras Para Salvar ou Libertar



Temos dito que as mãos identificam as obras de um indivíduo. Por isso, todos os ministros do evangelho precisam lembrar-se de suas responsabilidades na anunciação das boas novas, na conversão dos ímpios e nas advertências e conselhos ao justo que falhou, ou “deu uma escorregada”. Assim como falamos com respeito ao chefe que exige dos funcionários uma apresentação das obras de suas mãos, o Senhor nos ensina que da mesma forma ele buscará uma prestação de contas das obras de nossas mãos. Veja: “Filho do homem, fala aos filhos de teu povo, e dize-lhes: Quando eu fizer vir a espada sobre a terra, e o povo da terra tomar um dos seus e o constituir por seu atalaia; se quando ele vir que a espada vem sobre a terra, tocar a trombeta e avisar ao povo; então todo aquele que ouvir o som da trombeta e não se der por avisado, e vier a espada e o levar, o seu sangue será sobre a sua cabeça. Ele ouviu o som da trombeta, e não se deu por avisado; o seu sangue será sobre ele. Se, porém, se desse por avisado, salvaria a sua vida. Mas se, quando o atalaia vir que vem a espada, não tocar a trombeta e não for avisado o povo, e vier a espada e levar alguma pessoa dentre eles, este tal foi levado na sua iniqüidade, mas o seu sangue eu o requererei da mão do atalaia.

Quanto a ti, pois, ó filho do homem, eu te constitui por atalaia sobre a casa de Israel; portanto, ouve da minha boca a palavra, e da minha parte dá-lhes aviso. Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares para dissuadir o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, mas o seu sangue eu o requererei da tua mão” (Ez 33:2-Cool.

Portanto, as obras são conhecidas pelas atividades de nossas mãos. É por lembrar deste princípio doutrinário que o Apóstolo Paulo fez questão de falar aos presbíteros que se encontravam em Éfeso, a respeito de seu comportamento para com a igreja daquele local. Por certo Paulo temia o Senhor dos Exércitos e assim disse: “E eis, agora sei que nenhum de vós, por entre os quais passei pregando o reino de Deus, jamais tornará a ver o meu rosto. Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos. Porque não me esquivei de vos anunciar todo o conselho de Deus” (At 20:25-27).

Observou, na expressão “que estou limpo do sangue de todos”, como o Apóstolo Paulo reconhecia que o Todo Poderoso pedirá conta das obras de nossas mãos?

Aconselho que procure observar quais são as obras de suas mãos, e rapidamente procure o que é agradável aos olhos do Altíssimo. Procure as vidas, traga libertação, salvação, pois ele te pedirá contas (Rm 2:16).


Última edição por gabii em Ter 25 Mar 2008 - 18:58, editado 1 vez(es)
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IMPOSIÇÃO DE MÃOS?

Mensagem por gabii em Ter 25 Mar 2008 - 18:55

PARTE 4

A IMPOSIÇÃO DE MÃOS NO NOVO TESTAMENTO




Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado, por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” (Rm 6:12-13).

Como vimos, a prática da imposição de mãos no Antigo Testamento, era usada para vários fins. Assim também ocorre no Novo Testamento. Para uma melhor compreensão, gostaríamos de compartilhar uma explicação sobre o uso das mãos por todo aquele que crê em Jesus Cristo como Senhor e Salvador.

Quando aceitamos a Jesus Cristo, automaticamente recebemos da parte dEle o Espírito Santo da graça, como selo pela compra por Ele efetuada, por meio da entrega da Sua própria vida, por cada um de nós (Rm 8:12-17, Ef. 4:30). A partir deste momento o próprio Senhor passa a comungar conosco, ou melhor, no nosso espírito, na pessoa do Espírito Santo, como está escrito: “Não sabeis vós que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Co 3:16).

Entretanto, ainda que nós sejamos seres espirituais, pois possuímos vida eterna - seja para a morte ou para a vida - temos uma alma e habitamos num corpo carnal, vendido à escravidão do pecado, como certifica o Apóstolo Paulo aos Romanos: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia sou carnal, vendido à escravidão de pecado” (Rm 7:14).

Logo, se no ato de levantar as mãos, quando decidimos por Cristo, temos em nós a comunhão com o Senhor, recriada pelo Seu Espírito, nossa alma, porém, ainda que tenha sido movida pela pregação, permanece da mesma maneira. E o nosso corpo será sempre corrupto. E é aí que todo homem ou mulher que ama a Cristo deve buscar, numa vida de comunhão com Ele, o aperfeiçoamento e a santificação (I Ts 5:23), para que estejamos sempre cheios do óleo do Espírito e, servindo a Deus com santo temor, não venhamos a ser pegos desapercebidos (Lc 12:35).

Procedendo desta forma, tendo nos tornado um só corpo com Cristo pela fé Nele e oferecendo nossos membros para justiça, nos tornamos um canal pelo qual flui a Sua virtude e os Seus dons. É bom salientar que hoje, pelo fato de sermos parte integrante do corpo de Cristo (se é que vivemos isso), quando colocamos nossas mãos sobre algo ou alguém, não são as nossas mãos que tocam, mas as do próprio Eterno (At 4:30); se assim crermos de fato. Por isso o Senhor disse: “Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras. Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do estas, porque eu vou para meu Pai.” (Jo 14:11-12). E Paulo, tendo consciência de que o poder que fluía por ele, não fluía dele, rasgando as suas vestes disse: “Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu e a terra, o mar, e tudo que há neles;...” (At 14:15). ALELUIA!

O próprio Senhor Jesus, durante a realização de sua obra sobre a terra, utilizou-se desta prática, demonstrando a sua importância e deixando exemplo a todos, para que também assim executassem. Um caso que nos chama a atenção é o que está descrito no Evangelho de Mateus: “Quando Jesus desceu do monte, grandes multidões o seguiam. E eis que veio um leproso e o adorava, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. Jesus, pois, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. No mesmo instante ficou purificado da sua lepra. Disse-lhe então Jesus: Olha, não contes isto a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho” (Mt 8:1-4). É interessante que o Senhor, ao curar o leproso, o manda cumprir aquilo que foi dado a Moisés. Certamente Jesus ainda não havia sido crucificado, e ainda era necessário que houvesse expiação da culpa, por meio do sangue de animais. Mas o que queremos destacar é que o Senhor Jesus já o havia curado, e ainda assim o enviou ao templo, para cumprir a Lei.

Hoje, em Cristo, não é necessário que recorramos aos sacrifícios de animais. Porém, é necessário que levemos o sacrifício de Cristo em nossas vidas, para que nos despojando da prática do pecado e da vida dissimulada, tenhamos parte na herança recebida por meio de Cristo. Porque se alguém impondo as mãos sobre nós invoca cura, libertação, benção ou qualquer outra graça divina, certamente ela somente permanecerá em nós se andarmos justa e piedosamente. É só lembrar de outra expressão dos lábios santos do Senhor: “Depois, Jesus o encontrou no templo e disse-lhe: Olha, já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior” (Jo 5:14). Afinal de contas, como pode permanecer a benção de Deus sobre o homem que só comete iniqüidade e não se arrepende do seu mal? Medite nisto!

Também, com a imposição das mãos, o Senhor Jesus ressuscitou a filha de Jairo (Mt 9:18), abriu os ouvidos e desimpediu a língua ao surdo e gago (Mc 7:31-35), abriu os olhos ao cego (Mc 8:22-25) e curou alguns enfermos da cidade de Nazaré (Mc 6:5).

Podemos também observar o Senhor Jesus impondo as mãos, quando abençoou as crianças. Usando-as como modelo, para demonstrar que aquele que quer a benção de Deus sobre sua vida, deve e precisa ser como uma criança, na pureza e inocência (Jo 3:6); o que não quer dizer que devamos ser imaturos, mimados ou qualquer coisa do tipo (Hb 5:13-14). Precisamos entender e não confundir: criança na humildade e simplicidade, contudo maduro no entendimento e na prática da palavra. A benção de Deus repousa sobre todos aqueles que crêem em Cristo Jesus e procuram andar da maneira como ele andou.

Da mesma maneira agiram os apóstolos, como está escrito: “Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo, pelas mãos dos apóstolos...”(At. 5:12); “a ponto das enfermidades fugirem e dos próprios espíritos malignos se retirarem”(At 19:11-12). Se observarmos o livro de Atos, podemos verificar quantas maravilhas o Senhor realizou, através dos apóstolos. Por meio das imposições de mãos aconteceram curas, como a do pai de Públio, que encontrando-se doente, pela imposição das mãos de Paulo achou-se curado e por este testemunho todos os enfermos daquela ilha creram e foram também restaurados dos males (At 28:7-10).

A imposição de mãos também foi usada pelos apóstolos para delegar autoridade, conforme Atos capítulo 6, devido a um problema que estava ocorrendo entre a comunidade na distribuição diária. Os apóstolos acharam por bem instituir homens governados pelo Espírito Santo, para estarem a cargo de efetuarem o trabalho diário para a comunidade dos discípulos. Neste ínterim, é instituído o diaconato, e isto com imposição das mãos, com orações e jejuns dos apóstolos (At 6:1-7).

O dom do Espírito Santo também era passado pela imposição de mãos dos apóstolos (At 19:6). Em um caso, quando os apóstolos Pedro e João, impondo as mãos sobre alguns, que somente tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus, para que recebessem o dom do Espírito Santo, apareceu um homem que cogitou comprar o dom de Deus; sendo severamente repreendido, porque cogitou obter bens celestes por fruto da carne. Que tal exemplo nos sirva de lição, e que reconheçamos que nada do que temos recebido procede de qualquer tipo de esforço próprio, mas de Deus, que em graça e misericórdia tem distribuído, da maneira como lhe apraz (I Co 12:27-31).

Certamente poderíamos dizer que o fato de os apóstolos terem se utilizado da imposição de mãos deixa em realce também a sua utilização pela igreja, de um modo geral. Mas, talvez alguns digam: “Eles eram apóstolos!”, ou “Eles andaram com Jesus!”, ou qualquer outra coisa deste tipo. Por isso, é interessante lembrarmos que na ocasião em que o Senhor aparece a Saulo, deixando-o cego por três dias, quem vai impor as mãos sobre ele para que recobrasse a visão é Ananias, discípulo do Senhor: “Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias... e viu, um homem chamado Ananias, e impor-lhe as mãos... Então, Ananias foi e, entrando na casa, impôs sobre ele as mãos...” (Leia Atos 9:10-19). Quem era Ananias? Um discípulo como você e eu. Como disse Tiago em sua epístola: “... Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5:16 b).

Logo, também na igreja, é correto que se use da prática da imposição das mãos. Como temos visto, ela pode ser utilizada para vários fins, tanto para curar, como para libertar, delegar autoridade, conceder o dom do Espírito Santo, etc. E os próprios apóstolos, a quem tanto estimamos, nos deixam rastros da sua utilização na igreja, às quais doutrinavam. Em Hebreus 6:2, a imposição das mãos é parte integrante dos princípios elementares da doutrina de Cristo, ou seja, todo homem ou mulher, jovem ou idoso, que se diz cristão, necessita estar instruído com estas bases em Cristo. Portanto, a imposição de mãos é verdadeiro ensino bíblico que quando utilizada da maneira correta, tem poder de transformação, na situação em que for aplicada. Por isso Jesus disse: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre os enfermos, eles ficarão curados” (Mc 16:17-18).
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IMPOSIÇÃO DE MÃOS?

Mensagem por gabii em Ter 25 Mar 2008 - 18:59

PARTE FINAL
ADVERTÊNCIA ACERCA DA IMPOSIÇÃO DE MÃOS






Agora que você conhece o significado e a importância da imposição das mãos, gostaríamos de deixar em evidência alguns alertas feitos pelo Espírito Santo de Deus, por meio dos seus servos, os apóstolos. Em I Timóteo, epístola pastoral na qual Paulo instrui a Timóteo na maneira pela qual deve conduzir a Igreja do Senhor Jesus, existem duas advertências que servem também para nós.

A primeira advertência é: “Não te faças negligente para com o Dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério” (4:4). É normal da característica do homem terreno que, tendo recebido algo da parte de Deus, nos tornemos negligentes. A imposição das mãos é um sinal que serve de testemunho diante do Eterno, que nos retribui segundo as nossas obras. A partir do momento que recebemos algo de Deus, dele daremos conta, porque é de Deus e não nosso, ainda que pareça ser. Lembra da parábola dos talentos de Mateus 25:14-30? Pois é exatamente assim! Recebemos de Deus, administramos ou tomamos conta para Ele por um determinado período de tempo; mas no final ocorre o retorno para Ele.

E, o que faremos se tivermos sido negligentes? Não se torne um servo inútil! Acaso ocultaremos do Eterno as nossas obras? Jamais! Guardemos esta parábola em nossos corações, para que naquele Grande Dia não tenhamos surpresas (ruins!). Que estejam sempre vivas em nossos corações as palavras do Espírito de Deus, dizendo: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna. E, não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.” (Gl 6:7-10)

Se você já tem, ou se algum dia vier a receber sobre si algo posto da parte de Deus, lute sempre para manter um bom padrão naquilo que te foi entregue. Porque disso pode depender a salvação das almas, como continua a advertência de I Timóteo: “Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo, como aos teus ouvintes.(4:15-16)

A segunda advertência é: “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplices de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro.”(5:22). Nesta advertência, o Senhor deixa claro que a imposição de mãos não deve ser feita de forma aleatória, obedecendo aos desejos dos homens. A imposição de mãos, como temos analisado pela Palavra da Verdade, é uma troca mútua. Enquanto o ministro de Deus põe a mão sobre determinada pessoa e deixa fluir do poder de Deus que nele está, quer para libertação, cura, ou qualquer outra coisa, ao mesmo tempo, aquela determinada pessoa transmite ao ministro de Deus a carga contrária e maligna que o afligia naquela área da sua vida pela qual recebe a ministração.

Sendo assim, se a pessoa que recebe a imposição das mãos vive em pecado, e, não se arrepende, certamente encontra-se inapto para receber o que quer que seja da parte de Deus. Neste caso, se o homem de Deus se deixa levar, e guiado pelos seus sentimentos impõe sobre ele as suas mãos, torna-se cúmplice das obras infrutíferas das trevas, e assim réu de juízo novamente. O pecado que aquela pessoa pratica agora está sobre o ministro, que sem fim proveitoso recebe o juízo do erro em sua própria vida. Um exemplo disso é Geazi, que apesar de não ter imposto suas mãos sobre Naamã, quando tomou das suas iguarias, tornou-se cúmplice de suas obras e recebeu justo castigo (II Rs 5:19-27).

Antes de nos aventurarmos a sair impondo as mãos sobre qualquer um, é melhor que analisemos os seus frutos, à luz das Santas Escrituras, orando, jejuando e, estando prontos a ouvir a vontade de Deus e executá-la, seja ela qual for (At 13:2-3). E não dizemos isso somente para os que não receberam a Cristo como Senhor, mas principalmente para aqueles que estão no meio da irmandade, mas que não fazem parte dela (Jd 5-16, Ef 5:6-17, I Co 5:1-13). Por isso, atente para a responsabilidade do que é impor as mãos sobre alguém. Uma inconseqüência dessas pode pôr em risco sua própria vida. Ouça o que o Espírito Santo expressamente diz: “Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais vos diziam que nos últimos tempos haveriam escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências. Estes são os que causam divisões, sensuais, que não têm o Espírito. Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento; e salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne.” (Jd 17-23)

Bem! Considerando por instruído cada um que tenha estudado até aqui sobre imposição de mãos, rogamos que possam acolher como verdade em seus corações, e que sejam mais do que meros ouvintes. Suplicamos para que, na hora em que estejam diante de situações que venham prová-los acerca deste estudo, o Espírito Santo de Deus possa trazer à lembrança cada um dos seus ensinamentos, a fim de que decidam de acordo com a vontade de Deus; e assim sejam cada vez mais úteis no que concerne à salvação e edificação das almas no reino de Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.

Agradecemos a Cristo Jesus, o companheiro e amigo de todas as horas, pelo término deste estudo e pelas suas vidas. Desejamos que cada vez mais Cristo habite nos seus corações, pela fé; estando vocês arraigados e alicerçados em amor, a fim de que possam compreender, com todos os santos, qual seja a largura, o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o Seu poder que opera em nós, a Ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. AMÉM!!!

E aquele que está assentado no trono disse:
Eis que faço novas todas as coisas. E
Acrescentou: Escreve, porque estas palavras
são fiéis e verdadeiras.






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Re: IMPOSIÇÃO DE MÃOS?

Mensagem por Gu em Sab 19 Abr 2008 - 2:46

muito longo.... não dá pra ler.

DICA:

seria legal criar um topico pras pessoas opinarem,
com suas proprias palavras.
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Re: IMPOSIÇÃO DE MÃOS?

Mensagem por Nelson em Sab 19 Abr 2008 - 9:54

ahahahahh q franqueza! ahahahahah Very Happy

sobre o tópico, como vc sugere mano?
podemos criar sim. a sugestão é para ela ou para o Fórum?
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Re: IMPOSIÇÃO DE MÃOS?

Mensagem por Gu em Sab 19 Abr 2008 - 10:39

Nelson escreveu:sobre o tópico, como vc sugere mano?
podemos criar sim. a sugestão é para ela ou para o Fórum?

minha sugestão é para o fórum, tipo este assunto está muito discutido e tem acontecido muito dentro das congregações, seria legal criar um tópico se perguntando o que as pessoas acham sobre a imposoção de mãos ou como achar melhor.... seria um "assuntão".
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Re: IMPOSIÇÃO DE MÃOS?

Mensagem por Nelson em Sab 19 Abr 2008 - 10:47

Cria ai p/ gente amigo! Very Happy

Tipo, se for só uma pergunta, temos que colocar lá em PERGUNTE AQUI e se voce puder publicar um artigo ou textos e abrir para debate, dai voce pode deixar aqui em Teologia mesmo. Wink

Valeu a dica!

Ah! Coloquei voce no Grupo de COLABORADORES do site. hehehe

Voce tem ajdudo e participado bastante.
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Re: IMPOSIÇÃO DE MÃOS?

Mensagem por Gu em Sab 19 Abr 2008 - 10:52

valeuu... vo cria fist

Sugestão para as pessoas que forem colocar estudos é:

resumir o estudo para caber em um post.... ou colocar soh um pedaço falando sobre o que é, deixando no final do estudo a fonte...... se for muito longo nigm "para" pra ler.

Dai da até pras pessoas comentarem sobre o estudo, se ele for bem resumido e facil de entender.
Enfim é só uma dica.
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Re: IMPOSIÇÃO DE MÃOS?

Mensagem por gabii em Sab 19 Abr 2008 - 23:51

Gu, gostei, gostei, valeu pelas dicas...vi o tópico lá!!! maneiro...mas não tenho muito tempo pra resumir os estudos que já potei..mas da próxima vez vou tentar arranjar um tempinho...mas o ruim é que cada detalhe do que está escrito é hiper importante!!!rsrssr...mas valeu msm pela dica!
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Re: IMPOSIÇÃO DE MÃOS?

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