juízo eterno-PARTE 1

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juízo eterno-PARTE 1

Mensagem por gabii em Ter 25 Mar 2008 - 18:31

Considerações Iniciais :

“Pelo que deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento de arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e o ensino sobre batismos e imposição de mãos, e sobre ressurreição de mortos e juízo eterno. E isso faremos, se Deus o permitir.” ( Hb 6:1-3 )




Todo homem para que exista, precisa ser primeiro gerado. Quando se dá o nascimento, um momento marcante na vida de qualquer pessoa, este novo ser tem necessidades que serão supridas por algum adulto, alguém mais experiente, que na maioria das vezes é o pai ou a mãe.

No Reino de Deus algo semelhante acontece. Após sermos regenerados (renascidos) em Cristo, precisamos de pessoas (ao que chamamos pais e mães na fé – irmãos mais velhos), que nos dêem os primeiros alimentos, nos ajudem nos primeiros passos.

Existem assuntos na Bíblia que são considerados como conhecimentos primordiais, os quais chamamos de princípios elementares da fé cristã, que são verdadeiros fundamentos para todo aquele que nasceu novamente em Jesus. São estes os relatados no texto acima, mencionados pelo autor aos Hebreus.

Estes fundamentos não podem ser ignorados, nem tão pouco considerados como menos importante pois deles podem depender todo o resto. Nenhuma casa é segura se os seus fundamentos forem mal construídos. A estrutura sobre a qual se constrói é extremamente importante. Disto dá testemunho o próprio senhor Jesus: “ Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante: É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala, e pôs os alicerces sobre a rocha; e vindo a enchente, bateu com ímpeto a torrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque tinha sido bem edificada. Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a torrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.” (Lc 6:47-49).

Dentre os vários fundamentos, um importante alicerce, para a edificação de uma casa espiritual para o Senhor em nós, é o conhecimento a respeito do Juízo Eterno. E nesta pequena apostila queremos compartilhar com você um pouquinho do que Deus tem revelado aos seus pequeninos, através de Sua Palavra, a fim de esclarecer conceitos, muitas vezes deturpados, que adquirimos ao longo de nossas vidas a respeito dos juízos executados por Deus. Quantas vezes não ouvimos dizer, ou mesmo pensamos, que em alguns momentos Deus se mostra demasiadamente duro ou intransigente, quando na realidade não é assim? E por isso, nos machucamos por não conseguirmos nos relacionar com Deus, considerando-o um Deus tirano. Quantas vezes não compreendemos ao certo o porquê do exercício do juízo, e a diferença entre um juízo à nível da carne ou do espírito, ou, o que é afinal o juízo eterno?

Portanto, é de suma importância nos mostrarmos aptos nas Escrituras, em todas as coisas, como obreiros aprovados, que não tem do que se envergonhar. Deste modo, alicerçados e firmados na verdade, não seremos confundidos, nem mesmo envergonhados, quando questionados acerca de nossa fé, como nos aconselha o apóstolo Pedro em sua epístola: “...santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós...” (I Pe 3:15)1. Definição da palavra juízo.




Antes de abordarmos qualquer aspecto sobre juízo segundo a palavra de Deus, é essencial definirmos alguns significados desta palavra, sob diversos pontos de vista.

Segundo a língua portuguesa, atribui-se a palavra juízo os seguintes significados: “Sentença pronunciada após julgamento; foro ou tribunal em que se julgam e sentenciam pleitos, litígios e demandas (...) ” ( Dicionário Melhoramentos)

O senso comum talvez nos diga que os juízos de Deus são castigos que os homens recebem pelos seus próprios pecados cometidos que violam as leis de Deus.

Se pensarmos num tribunal terreno, nos virá a mente vários personagens que o constituem: Juiz, advogados, júri, escrivão, testemunhas, e o que não pode faltar, o réu. Há, portanto sempre uma acusação. Sabemos que todo o julgamento, para que seja de fato justo e imparcial, deve girar em torno de uma constituição única, previamente estabelecida.

Na luz das Santas Escrituras há uma relação entre todos estes conceitos. O juízo é visto como conseqüência da decisão pessoal de cada indivíduo, família ou povo em como proceder, baseado também em uma constituição única: os princípios que Deus estabeleceu para vivermos neles. Ao mesmo tempo o Senhor é o Juiz que julga com justiça (Sl 7:11), possuímos um advogado de defesa (Jesus – I Jo 2:1-2), e um “promotor” que nos acusa (Diabo – Ap 12:10), e cada um de nós, é o réu que pode sair deste julgamento absolvido ou condenado.

Porém, para compreendermos melhor o que é juízo, quais os níveis e tipos, e qual a real necessidade deles, aos quais toda a criação está sujeita, segundo o que permeia toda a bíblia, é necessário analisar os princípios criados por Deus, indo desde a entrada do pecado no mundo.





2. Por que a necessidade do juízo?



· Princípios da entrada do pecado no mundo.

“No princípio criou Deus os céus e a terra...” (Gn 1:1)


Deus Elohim, o onipotente criador possui inúmeros atributos, alguns dos quais são facilmente reconhecidos, desde o princípio por tudo que criou, pois como Ele é bom, assim também eram todas as coisas criadas (Gn 1:31; Rm 1:20).

Após formar o homem a sua imagem e semelhança, tomou-o e colocou-o num jardim no Éden para o cultivar e guardar (Gn 2: 4-15). E lhe deu uma única ordem: “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gn 2:16-17). É aí que se fundamenta a nossa história. Deus ao criar o homem, tinha o desejo de comungar com o mesmo eternamente, porém este relacionamento teria que ser de comum acordo (Am 3:3). Por isso deu ao homem discernimento para decidir, o que chamamos de livre arbítrio. Desde de sua criação, o homem tem esse discernimento em si, e em momento algum ele é obrigado a tomar qualquer partido.

No momento em que o Senhor deu ao homem uma direção em forma de ordenança, estava lhe proporcionando nada mais do que simplesmente o direito de escolha. Escolha esta, que sendo para o bem, traria ao homem a permanência da plena comunhão com Deus. Se, todavia o homem escolhesse o mal traria sobre si o juízo. Enquanto Deus não impunha ao homem um mandamento, nunca haveria chance do homem errar, pois não teria o que transgredir. Romanos 7: 7-8

Ao desobedecer a ordenança de Deus, sendo tentado e enganado pela serpente (Gn 3), o homem que já conhecia todo o bem (que é o próprio Deus) passa também a conhecer ( Sig.: ter relações; experiências com) o mal.Com o conhecimento do mal se amplia a visão, ou seja o homem em sua carne está com a inclinação para as trevas, e agora terá que fazer sua opção (pelo bem ou pelo mal) com a desvantagem de receber como juízo a maldição em sua própria carne (pó da terra). Esta passou a ser tendenciosa ao mal, levando o homem à morte (o afastamento de Deus que não comunga com as trevas) “ E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e nele não há treva nenhuma. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade;” ( I Jo 1: 5-6)

É de suma importância notar a transparência e a verdade de Deus para com o homem, pois no momento em que lhe dá o mandamento, deixa bem claro a conseqüência do não cumprimento: “... certamente morrerás...” (Gn 2:17c)

Logo, entendemos que ninguém pode ser julgado sem que hajam parâmetros para a avaliação. Para que entremos em juízo, é necessário que haja uma transgressão (Sig.: infração; ultrapassar os limites; não observar; não respeitar) e para que haja transgressão é preciso que haja uma norma anteriormente estabelecida.E havendo transgressão da norma é necessário o juízo, penalidade, a ser estabelecida através do tribunal sobre o infrator.

Vejamos um exemplo: Nós cidadãos brasileiros somos regidos por uma constituição, que com as suas leis determinam como devemos viver no território nacional. Esse conjunto de normas foi estabelecido para impor limites a serem respeitados por todas as pessoas neste país, ou seja, para determinar o que vem a ser os direitos e deveres de todos os cidadãos, segundo esta instituição humana. Logo, se torna então evidente, claro, como erro, qualquer infração destas leis, que teoricamente deveriam servir para julgar a todos igualmente. É como diz o Espírito Santo por boca do apóstolo Paulo aos romanos: “...onde não há lei o pecado não é levado em conta” (Rm 5:13b).

Bom, a partir do momento, que a queda do homem é definida como algo real, pela transgressão (desobediência) no Éden, este passa a ter um tempo limitado pela morte em sua habitação terrena e por fim afastamento do Deus Vivo, tais situações é o juízo pela desobediência: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.” (Rm 5:12). Parecia caótica esta situação, e o que restava ao homem era uma expectação horrível de morte (separação eterna de Deus).

Uma vez consumada a queda, Deus se utilizou de princípios para temporariamente cobrir o pecado do homem: o sacrifício (Gn 3:21), onde apontava para o que viria retirar completamente o pecado, a morte de Cristo na cruz, o derramamento de sangue (da vida de Deus) que resgataria definitivamente o homem do poder da morte! (Cl 2:13-15) Glória a Deus!!!

E como agora o homem se tornara alheio à justiça e à verdade, para que este viesse a ter conhecimento de como deveria andar para agradar a Deus, o próprio Senhor lhe deu a LEI, que seria então o seu condutor, chamado de AIO pelo apóstolo Paulo, Gálatas 3: 23-25, mas o que de fato seria a lei ? Qual sua finalidade para a vida humana?

VEJA MAIS-JUÍZO ETERNO PARTE 2!
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JUÍZO ETERNO PARTE 2

Mensagem por gabii em Ter 25 Mar 2008 - 18:38

· LEI ( mandamentos, ordenanças e juízos)



Com a entrada do pecado na terra, o homem tornou-se inclinado para o que é mau (Rm 7: 19-20). Porém, Deus traçou um plano desde a fundação do mundo, para o resgate e a reconciliação com o homem.

Ao ver que o homem com o passar dos anos, se afastava cada vez mais, perdendo o conhecimento de Deus, o Senhor escolhe um homem para fazer com ele uma aliança (Abraão), para através de sua descendência, dar-se a conhecer ao mundo que se encontrava alienado de Deus (Gn 12:1-3; 15:1-7; 17:1-Cool.

Através do povo que dele descendeu, chamado Israel, deu o Senhor por Moisés, a Lei, que pode ser dividida para maior compreensão em Mandamentos, Ordenanças e Juízos.






MANDAMENTOS


O Nível da Justiça de Deus


ORDENANÇAS




Misericórdia e Comunhão

JUÍZOS


Maldição e Destruição


















Os mandamentos são direções dadas por Deus afim de demostrar ao homem o padrão de justiça divina pelo qual deveria andar, para agradar a Deus e tornar a ter comunhão com Ele. Exemplo: “Não adulterarás” (Êx 20:14). Os mandamentos são regidos por princípios, estatutos que esclarecem como deve ser o mandamento praticado, dando mais detalhes de seu exercício. (Nm 5:11-31)



Como o Senhor sabia que o homem não era capaz de cumprir de forma integral todos os mandamentos por si mesmo, por seu amor e misericórdia, providenciou para o homem as ordenanças, que eram direções dadas, de como o homem poderia se achegar a Deus a fim de expiar (cobrir) a culpa de seu pecado, e também para adora-lo de forma correta - o sacerdócio. (a exemplo temos o livro de Levítico)

Os juízos por sua vez, eram simplesmente o resultado da não observância dos mandamentos e a rejeição das ordenanças (escapes) dados por Deus (Dt 28:15-68). Os juízos também eram regidos por princípios assim como os mandamentos e as ordenanças.

Tudo isto nos foi dado como um “aio” para nos conduzir a Cristo, pois tudo o que está escrito se refere a Ele (Gl 3:23-29). Para isto mesmo veio a nós, em carne, como filho do homem, a fim de cumprir tudo o que a seu respeito estava escrito. Para que hoje, pudesse livrar do juízo (da maldição da Lei determinada aos desobedientes) todo aquele que cresse em seu nome e em sua obra redentora!!! (Jo 3:16-21)

Meu amado irmão note que o Senhor se mostra mais uma vez sobremodo justo e verdadeiro, pois ao declarar, e manifestar a nós o seu padrão de justiça e santidade, primeiramente em letras escritas em tábuas, e por fim em carne, também deixa clara a parte que caberá aos que forem rebeldes contra suas próprias almas: o juízo. A escolha só vai depender de cada um de nós! (Dt 4:1-9).







1. Juízo: Arbitrariedade ou Justiça Divina?



“Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por meio dele vivamos. Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” (I Jo 4:8-10)




Existe muita contradição, inclusive no meio evangélico, sobre como é a pessoa de Deus. Muitos dizem que o Deus do Antigo Testamento, do tempo da Lei, era um Deus pouco amoroso, extremamente duro, severo e intolerante. Estes ainda dizem que agora, na nova aliança Deus se tornou mais complacente, e muito mais paciente, que tolera até o pecado, pois, afinal de contas, Deus é amor... (E porventura Deus mudou? – Ml 3:6; Tg 1:17; Hb 13:Cool.

Vejamos então o modo de agir nas duas alianças (lei e graça), suas instruções:

- Na Lei: “Guardai-vos de que vos esqueçais da aliança do Senhor vosso Deus, que ele fez convosco, e não façais para vós nenhuma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa que o Senhor vosso Deus vos proibiu. Porque o Senhor vosso Deus é um fogo consumidor, um Deus zeloso.” (Dt 4 :23-24)



- Na Graça: “Pelo que, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor; pois o nosso Deus é um fogo consumidor.” (Hb 12:28-29) Viu alguma diferença?

Outros ainda consideram o “Deus dos crentes”, um Deus intransigente e tirano, que quer impor seus penosos mandamentos ao homem, o que para este de nada lhe servem. (I Jo 5:3-5; Is 48:17)

Bom, sabemos que o Deus a quem em nosso espírito servimos, não se mantém em oculto, para enganar ao homem, como os demônios o fazem desde o princípio (lembra da serpente?), antes pelo contrário se revela ao homem, não uma, mas muitas vezes, por muitas formas e maneiras: pelas coisas que foram criadas (Rm 1:20), pelos profetas, pelo próprio Filho (Hb 1:1-3), etc.

É importante salientar que o principal problema do homem está na sua carne enferma pelo pecado nela colocado, (Rm 8: 3), portanto o juízo do Senhor é contra o pecado e não o pecador, de maneira que o abandona das obras da carne é a forma de agradar a justiça divina, tal situação é igual tanto na Lei como na graça. A diferença dos testamentos está no fato de que na Lei o homem buscava obedecer a fim de ser justificado por suas obras, e quanto que na graça o homem reconhece ser pecador e aceita a obra de Jesus feita em seu lugar como o único caminho de justiça. A ofensa feita por Adão desencadeou o juízo que é a morte, a separação do convívio do Senhor, todavia o amor do Deus Vivo o fez não desistir de nós, de maneira que o mesmo nos mostrou o caminho da justiça divina pela Lei, e pela graça nos mostrou seu amor em executar o padrão divino por ELE estabelecido. (Rm 5: 12-19)
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JUÍZO ETERNO PARTE 3

Mensagem por gabii em Ter 25 Mar 2008 - 18:39

A respeito do nosso Deus, que é o mesmo ontem, hoje, e será eternamente, que sem sombra de dúvidas é amor, mas também é fogo que consome (o mal), poderíamos dizer ser Ele arbitrário ou intransigente? Vejamos primeiro o que significam estas palavras:

Arbitrário: Que não respeita as regras ou normas.

Intransigente: Austero; rigoroso; rígido; pouco flexível; severo; rude; exigente em excesso.

Felizmente, o Deus único ao qual temos referido, não possui estes atributos. Como poderíamos considerar assim Aquele que com tanto cuidado e amor, mesmo após termos pecado no Éden (Rm 5:12), traçou um plano para nos resgatar do que era mais forte do que nós (a morte), onde Ele mesmo assume forma humana, pelo nascimento de mulher, e se entrega à morte, para vencê-la por nós, isto por saber que não poderíamos sozinhos (Hb 2:14-18)!

E ainda mais, como se não bastasse se sujeitar a tudo isto, ainda permanece trabalhando a nosso favor, pronto a perdoar as nossas fraquezas e quedas, quando arrependidos (I Jo 1:9; Hb 4:14-16)! Isto sem contar o fato de não nos deixar a nossa própria sorte, mas ainda vem fazer morada dentro de nós, na pessoa do seu Espírito, auxiliando-nos no caminho que devemos andar (Jo 14:16-18)!

Apesar de toda esta imensurável misericórdia e bondade, o Senhor possui uma característica marcante em sua personalidade: a Justiça. Disto sim todos os profetas dão testemunho: Dt 32:4; Sl 9:7-8; Is 45:21; I Jo 1:9...

Analisemos o que estes adjetivos querem de fato dizer segundo um dicionário da língua portuguesa:

Justo: “conforme a justiça, a razão e ao direito; reto, imparcial, íntegro; exato, preciso; que tem fundamento; que é conforme a justiça.”

Justiça:“ Direito; razão fundada em leis; jurisdição; alçada; tribunais, magistrados e todas as pessoas encarregadas de aplicar as leis; autoridade judicial.”

Logo, podemos observar que por ser íntegro e imparcial, o único justo, Deus como Juiz é encarregado de proclamar a pena do infrator, é como vimos, o encarregado de aplicar as leis. Sendo assim, semelhantemente a um tribunal humano, o Juiz apenas proclama uma sentença, baseada na lei. Ele não decide por sua própria vontade se o réu é inocente ou culpado, nem qual será a pena que caberá ao infrator que, por exemplo, roubou alguém. A decisão coube somente ao próprio réu, que se sentenciou ao infringir a lei. Daí podemos retirar um princípio fundamental para as nossas vidas, de que o Juízo é simplesmente o exercício da Justiça.

O culpado é o único responsável pelos seus atos. Nada tem com isso o Juiz que tem que fazer cumprir a justiça: sentenciar e exercer o Juízo.



- A lei da semeadura:

Existe um princípio (norma) básico que impera desde a criação, ao que alguns consideram “leis naturais” (ou “da natureza”), onde uma semente uma vez plantada, dá origem a uma árvore característica de sua espécie. Logo, se a que for plantada for semente de goiaba, a árvore depois de crescida virá a dar unicamente o fruto típico: goiaba.

Da mesma forma ocorre conosco. Através das nossas atitudes, podemos vir a semear coisas boas ou más, que produzirão conseqüências de acordo com o nosso ato praticado.

Logo, não existe injustiça alguma da parte de Deus, especialmente no que diz respeito aos juízos. Ele mesmo deixa claro que o que exerce (planta) misericórdia alcançará (ceifará) misericórdia (Mt 5:7; Tg 2:13). Já ao que procede perversamente, receberá sua perversidade em justa medida (Pv 11:5; Gl 6:7-10).

O que ocorre muitas vezes, é que os que consideram a Deus severo em extremo, querem na realidade ir contra uma lei natural. Plantaram abóbora e querem colher laranjas? Não é necessário nem ser tão espiritual para compreender estas coisas (Rm 2:1-16)!

Entretanto, sabemos que Deus não tem prazer na morte do perverso, mas em que se converta e viva (Ez 18:20-32). O Senhor é extremamente longânimo e paciente, e retarda ao máximo a sua ira, porém, não pode anular-se a si mesmo, tem de fazer cumprir a justiça, não deixando impune o transgressor (Naum 1:3a).

Muitas vezes o juízo chega a ser até mesmo a expressão da misericórdia e clemência de Deus, um apelo para quem sabe, nos conduzir ao arrependimento, e a um retorno a sensatez.. Como um pai, que muitas vezes bate num filho, para o corrigir de uma atitude errada, esperando que passado o momentâneo sofrimento, o filho reconheça o seu ato iníquo, e não mais o pratique. Podemos ver o Senhor agir assim inúmeras vezes no Antigo e Novo Testamento: (Pv 3:11-12; Dn 9:12-13; Os 5:15; 16:1-2; Hb 12:4-13).

Como podemos ver, Deus concede sempre muitas chances ao homem para o arrependimento. E é justamente por isso que nos revela a sua vontade e deixa claro em sua Palavra exemplos que devem ser atentamente observados por nós.

Porém, não obriga ninguém a andar em seus caminhos, apenas nos aconselha: “Amado, não imites o mal, mas o bem. Aquele que pratica o bem procede de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus” (III Jo 11)

Mediante a tal entendimento é que o Apóstolo diz: “Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça.” (Rm 6: 17-18)

Jamais podemos esquecer que a lei da semeadura não está apenas relacionado a atitude divina, pelo contrário tal lei abrange quase tudo na vida, por exemplo se você fosse determinar criar seu filho entre pessoas que falam espanhol, certamente o mesmo a seu tempo falará espanhol, se tomamos um terreno e nele plantamos semente de goiaba certamente tal terreno produzirá árvores que serão goiabeiras; se investimos um determinado valor em dinheiro no banco real, certamente esse dinheiro não aparecerá no Itaú, certo?





1. Exemplos de Juízos nas Santas Escrituras.

“... estas coisas lhes sobrevieram como exemplo e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado...” I Co 10:11


Em todo decorrer da Palavra de Deus, vemos descritas histórias de vários homens, famílias, cidades e nações, que nos servem de ensino. Muitas vezes aprendemos com algumas delas, exemplos a serem seguidos de como viver uma vida agradável a Deus. Por outro lado, temos também modelos a não serem seguidos, relatos que nos foram escritos para nossa advertência, para que temamos, pois enquanto os que procederam bem, alcançaram bênçãos e livramentos do Senhor, os que procedem de outro modo porém, receberam os juízos como recompensa de todas as suas obras más. Passamos abaixo a descrever três circunstâncias diferentes em que foram executados juízos da parte de Deus: na vida individual, numa família e num povo.





- Juízo na vida individual:



SAUL, o desobediente:




“Samuel, porém, disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à voz do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, do que a gordura de carneiros...” I Sm 15:22



Saul foi um homem escolhido por Deus para ser o primeiro rei sobre o seu povo de Israel, a fim de satisfazer um pedido e o desejo do coração do próprio povo (I Sm 8:4-7). Assim como nós, Saul não possuía atributos que interessassem ao Deus Todo-Poderoso, ainda assim o Senhor o escolhe, e o unge, colocando-o numa posição de destaque, como príncipe do seu povo, por inteira graça. (I Sm 9:17-27; 10:1-Cool.

A partir daí, pelas mãos de Saul o Senhor concede grandes vitórias e livramentos a nação de Israel (I Sm 14:47).

Acontece que Saul não tinha um coração firme e constante no Senhor seu Deus. Possuía debilidades em seu caráter que o fizeram cometer graves erros.

Apesar do Senhor tê-lo levantado como rei, para que fosse este aprovado como tal, a fim de exercer esta importante função, era preciso ser provado (I Tm 3:10).

Vejamos, quando estamos fazendo um curso de datilografia, só poderemos dizer que somos um datilógrafo após sermos avaliados e aprovados. Assim era necessário ocorrer com Saul, que recebeu de Deus esta posição, que deveria ser confirmada por suas atitudes como rei, de submissão ao Senhor.

Deve ficar bem claro, que não é para Deus que temos que provar alguma coisa, pois Ele nos conhece e sabe do que somos capazes. Mas a provação, é para que fique patente a todo o reino espiritual e físico, a escolha acertada de Deus. Lembre-se, como dissemos a princípio, Saul era um rei segundo o coração do povo (I Sm 9:1-2), e não de Deus (I Sm 16:6-7).

Isto é logo evidenciado no primeiro momento em que é provado na sua capacidade de obedecer. No instante em que é ungido pelo profeta Samuel, este lhe dá uma determinação da parte do Senhor: “Tu, porém, descerás adiante de mim a Gilgal, e eis que eu descerei a ter contigo, para oferecer holocaustos e sacrifícios de ofertas pacíficas. Esperarás sete dias, até que eu vá ter contigo e te declare o que hás de fazer.” (I Sm 10:Cool, como dissemos em capítulo anterior, ao receber um mandamento de Deus, caberia a Saul a decisão de obedecer ou não. Passado algum tempo, num momento em que os filisteus se acamparam contra Israel, e o povo temia, desceu Saul a Gilgal e aguardou Samuel por sete dias. O povo porém que se via apertado pelo inimigo, começou a se dispersar. Saul, que parecia estar obedecendo, não se mostrou fiel até o fim, antes, apertado pelas circunstâncias resolve ele mesmo oferecer o sacrifício para alcançar a benevolência de Deus. No anseio de mostrar ao povo que era capaz de governa-lo, despreza a vontade de Deus, e deixa claro ao mesmo de que não serve para este encargo. (I Sm 13:6-14)

Apesar de tudo isto, e da onisciência de Deus, o Senhor ainda lhe concede mais uma chance, demonstrando sua misericórdia, e ordena através do profeta Samuel, que Saul execute o juízo contra um adversário do seu povo, os amalequitas. Deus, mesmo conhecendo o coração obstinado de Saul, lhe dá mais uma oportunidade de provar obediência. Ao que prontamente Saul parece obedecer. Convoca imediatamente o povo, e fere aos amalequitas destruindo a toda coisa inútil e sem valor as quais Saul considerou vil. Porém, insuflado pelo povo e pelo seu orgulho mais uma vez, tomou vivo o rei Agague, e as melhores coisas como despojo, rebelando-se mais uma vez contra um pedido do Senhor. A toda esta afronta o Senhor foi obrigado a decretar sua sentença (juízo) sobre o rei, a remoção de seu reino, e já não adiantou mais nem mesmo a intercessão do profeta Samuel a favor de Saul, pois este já tinha feito sua escolha e confirmado-a: preferia agradar ao povo do que a Deus, e amava as coisas desta vida. Afinal de contas, ter cativo o rei de uma nação poderia lhe render algum renome entre os povos. (I Sm 15)

Saul falhou em suas missões como rei do povo de Israel, pois deveria ter servido de representante (mediador) de Deus. Mas veio a ser parcial na execução da vontade de Deus. E se nem ele obedecia nas coisas mínimas, como poderia exigir isto do povo?

Por isso o Senhor já não era mais com ele (I Sm 16:14), e buscou para si um rei que lhe obedecesse (I Sm 16:1).

Precisamos estar atentos, pois muitos são chamados, como Saul, porém poucos perseveram em andar em conformidade com a posição para qual foram chamados. A salvação é gratuita, mas deve ser exercitada pela prática do bem, pois de Deus não se pode zombar. Nossas escolhas hoje, revelam o nosso futuro. Hebreus 12: 25-29
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JUÍZO ETERNO PARTE 4

Mensagem por gabii em Ter 25 Mar 2008 - 18:40

- Juízo em uma família:

Eli, e sua geração rebelde:

“Ora, os filhos de Eli eram homens ímpios; não conheciam ao Senhor.” (Sm 2:12)


Nos tempos do nascimento do profeta Samuel, houve em Israel, um homem, da linhagem de Arão, cujo nome era Eli. O seu ofício e de seus filhos, era o de exercer o ministério sacerdotal em Israel. Todo o povo vinha até eles, para oferecer sua oferta ao Senhor e pedir perdão de seus pecados.

Em todas as ofertas que eram ministradas diante do Senhor, eles se apropriavam da melhor parte da carne, e não deixavam que a gordura fosse oferecida ao Senhor.“ Também, antes de queimarem a gordura, vinha o servo do sacerdote e dizia ao homem que sacrificava: Dá carne de assar para o sacerdote; porque não receberá de ti carne cozida, mas crua. se lhe respondia o homem: Sem dúvida, logo há de ser queimada a gordura e depois toma quanto desejar a tua alma; então ele lhe dizia: Não hás de dá-la agora; se não, à força a tomarei. Era, pois, muito grande o pecado destes mancebos perante o Senhor, porquanto os homens vieram a desprezar a oferta do Senhor. ” ( I Sm 2 15-17) Desta forma eles não agiam de conformidade com a lei do sacerdócio, já preestabelecida por Deus nos tempos de Moisés. Vejamos: “E o sacerdote queimará isso sobre o altar; é o alimento da oferta queimada, de cheiro suave. Toda a gordura pertencerá ao Senhor. Estatuto perpétuo, pelas vossas gerações, em todas as vossas habitações, será isto: nenhuma gordura nem sangue algum comereis.” (Lv 3:16-17). Só por essa transgressão, o Senhor seria justo se decretasse juízo sobre eles. Todavia o que devemos notar também, é a cumplicidade do sacerdote Eli com seus filhos. Demostrando que toda família transgredia perante Deus. O texto relata que Eli sabia da atitude de seus filhos. “Eli era já muito velho; e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel, e como se deitavam com as mulheres que ministravam à porta da tenda da revelação” (V.22). Com certeza, o sacerdote Eli e seus filhos conheciam os mandamentos com relação ao sacerdócio, tanto que o próprio Eli os repreendia, porém não tomava nenhuma providência efetiva, o que seria a proibição do exercício de suas funções, já que seus filhos não lhe davam ouvidos.

Por isso o próprio Senhor envia um homem para repreender o sacerdote (deixando claro sua transgressão: “Por que desprezais o meu sacrifício e a minha oferta, que ordenei se fizessem na minha morada, e por que honras a teus filhos mais de que a mim, de modo a vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo Israel?” – I Sm 2:29b) e decreta sobre sua família o juízo: “O homem da tua linhagem a quem eu não desarraigar do meu altar será para consumir-te os olhos e para entristecer-te a alma; e todos es descendentes da tua casa morrerão pela espada dos homens. E te será por sinal o que sobrevirá a teus dois filhos, a Hofni e a Finéias; ambos morrerão no mesmo dia.” (I Sm 2:33,34)

E isto é concretizado na ocasião em que os filisteus pelejavam contra Israel. Ao ser requerida a presença da arca do Senhor, foram designados justamente Hofni e Finéias (os dois filhos de Eli), para este mister. Os quais com a derrota de Israel, e a captura da arca foram mortos ao fio da espada. No momento em que Eli recebe a notícia da morte de seus filhos, o juízo também o alcança ( I Sm 4: 12-18).

Bom, reconhecemos assim, que o juízo decretado da parte de Deus nunca há de falhar, independente do poder aquisitivo que se possui, ou do cargo em que se ocupa. Nunca podemos nos esquecer, Deus não se impressiona com o fato de pertencermos a uma família importante, ou mesmo a própria família de Deus. Ele é imparcial e justo, e há de fazer valer sua Palavra, ainda que pertençamos a uma congregação importante, e que ocupemos os mais altos cargos, se não vivermos de fato uma vida íntegra receberemos de Sua parte, o devido juízo.

Só existem duas coisas no caráter de Deus que o fazem mudar acerca de algo que tenha falado: A misericórdia e a Justiça. Misericórdia quando profere um juízo sobre uma pessoa, família ou nação, que andam perversamente e estes se convertem de seus maus caminhos, o Senhor também se arrepende do mal que iria fazer. Justiça, quando profere a benção sobre alguém, e este passa a proceder injusta e malignamente, logo também o Senhor se arrependerá do bem que estava para fazer, a fim de exercer a justiça. (Jr 18:7-10) EX: (O livro de Jonas)

- Juízo em uma nação

ISRAEL, um povo obstinado e incrédulo:




“Durante quarenta anos estive irritado com aquela geração, e disse: É um povo que erra de coração, e não conhece os meus caminhos; por isso jurei na minha ira:
Eles não entrarão no meu descanso.” (Sl 95:10, 11)




O povo de Israel, é uma nação escolhida, formada pela geração de um só homem, chamado Abraão, como já foi comentado anteriormente nesta apostila (Gn 12:1-2). Só que o Senhor traçou um plano para se dar a conhecer a estas gerações futuras. Por Sua onisciência, já a Abraão, Deus revelou o que seria necessário ocorrer: “Então disse o Senhor a Abrão: Sabe com certeza que a tua descendência será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos; sabe também que eu julgarei a nação a qual ela tem de servir; e depois sairá com muitos bens (...) Na quarta geração, porém, voltarão para cá; porque a medida da iniqüidade dos amorreus não está ainda cheia.” (Gn 15:13-16). A terra alheia onde Israel foi reduzido à escravidão pelo tempo referido, foi o Egito, do qual com mão forte e braço estendido o próprio Senhor a libertou. Realizou sinais e grandes maravilhas aos olhos de todo povo, por intermédio de Moisés.

Após tudo isto, chega a hora de tomar posse da promessa dada a Abraão: adentrar e conquistar a terra de Canaã. Aparentemente fácil para um povo que venceu milagrosamente o maior império da época, o Egito. Que viu um mar inteiro se abrir para que passasse. Nação que foi alimentada no deserto com pão que caía do céu a cada dia, e por aves que apareceram no acampamento trazidas por um misterioso vento. Que bebeu água tirada de rocha por uma vara. Um povo que viu o Monte Sinai fumegando com a glória do Altíssimo. Que tinha a constante presença do Senhor protegendo-os do calor e do frio do deserto, por uma coluna de nuvem e de fogo...

Tudo isto proporcionou o Senhor para gerar em seu povo confiança e fé. Pondo-os de frente para a esperada terra, o Senhor pediu deles que não temessem. A transparência de Deus é marcante, demonstrando que humanamente falando, teriam motivo para temer. O povo, pediu que se enviassem espias para ver por que caminho deveriam subir (pareciam crer – Dt 1:21-22).

Todavia, demonstraram por suas atitudes o que de fato estava em seus corações. Após quarenta dias, retornam os doze espias com as novas. Relatam acerca das maravilhas e fartura da terra, confirmando o que o Senhor havia dito, porém disseram que não poderiam ir contra o povo que lá estava, por serem estes mais fortes, e todo o povo os seguiu. Na conversa, deixaram Deus de fora, como se não existisse, ou como se fosse deveras impotente e louco. Apenas dois espias criam na fidelidade de Deus (Calebe e Josué). Eles sabiam que para conquistarem a vitória em mais esta causa, bastaria não se rebelarem contra o Senhor seu Deus. Mas a congregação não os quis ouvir, antes murmuraram e mais uma vez lamentaram a sua saída do Egito, onde passavam privações e humilhações. (Nm 13 e 14)

Tudo isto veio entristecer o coração do Senhor, que por sua vez não poderia deixa-los impunes frente a isto. E declarou a sentença: “Disse então o Senhor a Moisés: Até quando me desprezará este povo e até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que tenho feito no meio dele? Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei; e farei de ti uma nação maior e mais forte do que ele.” (Nm 14:11-12).

Porém, por conhecer ao povo e saber que isto ocorreria, o Senhor usou de grande amor e misericórdia para com o povo, e de antemão o proveu de um intercessor: Moisés. Este, conhecendo o Deus a quem servia, rogou-o por sua longanimidade: O Senhor é tardio em irar-se, e grande em misericórdia; perdoa a iniqüidade e a transgressão; ao culpado não tem por inocente, mas visita a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração. Perdoa, rogo-te, a iniqüidade deste povo, segundo a tua grande misericórdia, como o tens perdoado desde o Egito até, aqui.” (Nm 14:18-19).

O Senhor perdoa seu povo, mas não pode, por sua justiça, retirar a colheita dos feitos deles, pois jamais inocenta o culpado. Permite então a colheita determinada pelo procedimento de cada um: aos rebeldes e incrédulos, sua parte é o juízo, porém conserva sua fidelidade aos que se mostraram fiéis: “Disse-lhe (a Moisés) o Senhor: Conforme a tua palavra lhe perdoei; tão certo, porém, como eu vivo, e como a glória do Senhor encherá toda a terra, nenhum de todos os homens que viram a minha glória e os sinais que fiz no Egito e no deserto, e todavia me tentaram estas dez vezes, não obedecendo à minha voz, nenhum deles verá a terra que com juramento prometi o seus pais; nenhum daqueles que me desprezaram a verá. Mas o meu servo Calebe, porque nele houve outro espírito, e porque perseverou em seguir-me, eu o introduzirei na terra em que entrou, e a sua posteridade a possuirá.” (Nm 14:20-24)

Por isso, segundo o número de dias que os espias estiveram na terra prometida (40 dias), foi o número de anos que o povo caminhou, dando voltas pelo deserto, até que toda aquela geração morresse sem, contudo desfrutar da boa terra que o Senhor lhes havia dado. E isto se deu, não pela incapacidade de Deus de cumprir sua promessa (pois a geração seguinte a possuiu), mas pela dureza e incredulidade do coração daquele povo, que rejeitou a dádiva de Deus.

Podemos observar claramente que Deus, apesar de exercer juízo em uma nação inteira, sabe guardar e dar boas dádivas aos que perseveram em fazer o bem. Por isso, temamos: “Vede, irmãos, que nunca se ache em qualquer de vós um perverso coração de incredulidade, que vos afaste do Deus vivo...” (Hb 3:12)
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JUÍZO ETERNO PARTE 5

Mensagem por gabii em Ter 25 Mar 2008 - 18:41

Concluímos de tudo isto, que pecados e transgressões podem ser coletivos, ou individuais, mas o Justo Juiz, que a todas as coisas conhece, sabe discernir e dar a paga a cada um segundo a medida do seu próprio pecado. É imparcial, e exerce igualmente a sua justiça para com todos.

Aprendamos, pois com tais exemplos, apesar de todos estes se darem num tempo (da lei) em que Deus falava ao homem pelos seus anjos enviados a favor do mesmo (At 7:53), não ficaram sem a devida recompensa os transgressores. Ouça portanto o clamor do Espírito Santo: “Por isso convém atentarmos mais diligentemente para as coisas que ouvimos, para que em tempo algum nos desviemos delas. Pois se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão e desobediência recebeu justa retribuição, como escaparemos nós, se descuidarmos de tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram: testificando Deus juntamente com eles, por sinais e prodígios, e por múltiplos milagres e dons do Espírito Santo, distribuídos segundo a sua vontade.” (Hb 2:1-4)





5 . Juízo no Nível Carnal.



Como já estudamos anteriormente, um juízo só é executado com justiça quando todos passam a ser avaliados por uma mesma medida. Logo, concluímos que aqueles que recebem maior revelação da vontade de Deus e não andam consoante a ela, são dignos de mais severo juízo. Também é fácil deduzir, que aqueles que desconhecem tal revelação, porém andam em conformidade com a lei moral, incutida no coração de todo homem, por ela serão julgados (Rm 2:9-16). Independente do grau de conhecimento; é importante não esquecer de que todos comparecerão perante o Senhor, para serem julgados. Lucas 12: 41-48

Em aliança anterior a que hoje vivemos, conhecida como Antigo Pacto ou Testamento, tivemos a oportunidade de ver que Deus, através de um povo por Ele escolhido, revelou ao homem parâmetros de justiça e santidade pelos quais deveria viver, ao que chamamos Lei.

Para alguns este termo parece pejorativo, como se referisse a algo ruim e penoso ao homem, algo do qual Cristo nos libertou, contudo conforme já observado neste estudo a lei é algo justo elaborado pelo Altíssimo. Portanto, como o próprio Jesus nos orientou, a lei servia de sombra para que a realidade pudesse se manifestar (Jo 5:39, 46,47; Lc 24:25-27).

Bom, estando claro a importância da lei (que é boa - Rm 7:12), para que alcançássemos a graça, podemos falar do juízo que decorria da Lei. Este juízo é caracterizado e se destaca pelo seu nível de execução: a carne (nada mais justo, já que é ela que nos inclina ao erro).

Ao atentarmos para o Pentateuco, em especial, veremos muitas determinações dadas por Deus a Moisés, de como deveria o povo agir em diversas circunstâncias. Esta legislação, continha juízos aparentemente severos, já que as transgressões deveriam ser punidas com a eliminação (morte física) do transgressor. Algumas admitiam uma substituição (temporária e parcial), que era feita pelo sacrifício de alguns animais específicos, a fim de que o sangue destes vertido, cobrisse o pecado do ofertante, que saía livre de sua culpa.

O juízo de qualquer falta diante de Deus, era executado pelo próprio homem diretamente na carne (seja a do infrator ou de algum animal substituto). Isto era feito por Três motivos básicos: para o cumprimento da justiça (“o salário do pecado é a morte”), para que todos pudessem observar as conseqüências de um erro, e viessem a temer, não seguindo o mesmo caminho de maldade. E finalmente para eliminar condições legais adquiridas por demônios, pois estes certamente por causa do pecado cometido teriam o direito de permanecer no homem.

Como exemplo, podemos observar um acontecimento com o povo de Israel. Na ocasião em que saindo do Egito, o povo peregrinava pelo deserto, fizeram uma parada (em Sitim), e passaram a se envolver (prostituir-se) com as mulheres dos seus adversários (os moabitas), que lhes convidaram a inclinarem-se aos seus deuses. Isto veio a incitar a ira de Deus contra o povo, pois transgrediram a expressa vontade do Senhor (Êx 20:3-6; Dt 7:3-4) e uma praga(ações malignas) começou a assolar todo o povo.

Para que houvesse o perdão e a expiação da culpa, era necessário que o juízo fosse executado sem piedade sobre os transgressores. E o Senhor determinou que fossem mortos os culpados. Finéias, neto de Arão, ao observar um homem conduzindo uma moabita para sua tenda, imediatamente cumpre o que fora exigido, derramando sem contestação, o sangue de ambos. A praga então cessou (Nm 25).

Parece cruel, mas se pensarmos com cuidado veremos que foi exatamente o que aconteceu com Jesus quando voluntariamente se entregou a morte por nós. Foi também Ele traspassado, para fazer cessar a praga que nos assolava: a morte. Veja o que diz o apóstolo Pedro a este respeito, no que refere ao cumprimento do juízo decorrente da Lei, em Cristo: “Ora pois, já que Cristo padeceu na carne, armai-vos também vós deste mesmo pensamento; porque aquele que padeceu na carne já cessou do pecado;” (I Pe 4:1; Leia ainda Is 53!).

Vemos então, que tudo o que a lei determinava, era apenas um rascunho do que estava para vir, porque por mais que a lei apontasse o erro, e exigisse a correção do mesmo, ela não tinha o poder de remover completamente o pecado, pois a purificação era limitada à carne, já que ela(a carne) era o alvo do maior juízo (Hb 9:9-14). Podemos observar na descrição do Apóstolo Paulo na carta enviada aos que se encontravam em Corinto, a clara definição do juízo na carne para que pelo menos o espírito do homem pecador seja salvo no nível espiritual e eterno. I Coríntios 5: 1-5



6 . Juízo no Nível Espiritual.


Este nível de juízo é o requerido a partir da obra de Cristo. Talvez você se assuste, e me diga: “- Juízo? Mas agora não estamos na Graça, onde há plenitude da misericórdia de Deus?” E eu te respondo que é exatamente isso. Mas como Deus exerce perfeitamente a justiça juntamente com a misericórdia, removeu as ordenanças determinadas para a carne e imputou um juízo espiritual, superior ao simples carnal.



Como o Senhor é Deus e não muda, não pode anular-se a si mesmo, o princípio continua o mesmo (“a alma que pecar, esta morrerá”). A morte continua sendo o juízo, porém, não é de imediata na carne, hoje a morte é no espírito!

Hoje podemos ver que muitos transgressores caminham livremente nas ruas, aparentemente vivos, porém estão mortos no seu espírito. O juízo atual, não é imputado diretamente pelo homem, porque este é falho, sendo muitas vezes parcial, até no que diz respeito a justiça humana, aceitando subornos, etc. Somos ainda limitados, quanto a ciência dos fatos, já que muitos erros são cometidos em oculto. Aparentemente, estes transgressores continuam livremente indo e vindo, muitas vezes até com a capa de religiosos, mas na realidade estão mortos. (Ap 3:1)

A grande diferença do juízo referente à Lei, é que hoje, nós os que aceitamos por fé o sacrifício de Jesus, devemos andar unidos com Ele, na semelhança de sua morte, trazendo por amor, não mais por ordenança, a nossa carne em juízo, morta para o pecado! (Rm 6)

Observe o que o Senhor diz acerca da Lei: “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido.” (Mt 5:17-18). E não fica por aí. Se você ler todo o restante deste capítulo 5 do livro de Mateus, verá que agora, na nova aliança, o rigor no cumprimento da justiça é bem maior do que no antigo pacto.

O juízo no tempo da graça também é muito mais sério do que o imputado pela lei. É como diz a Escritura, “Daquele a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá.” ( Lc 12:48b). Se nós temos recebido tanta graça da parte do próprio Deus, através do Seu Filho (favor o qual não merecemos), como a proposta de remoção completa do nosso pecado, nada mais justo do que sermos dignos de maior juízo (Jo 1:17). “Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma expectação terrível de juízo, e um ardor de fogo que há de devorar os adversários. Havendo alguém rejeitado a lei de Moisés, morre sem misericórdia, pela palavra de duas ou três testemunhas; de quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do pacto, com que foi santificado, e ultrajar ao Espírito da graça? Pois conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” (Hb 10:26-31)

É importante não confundirmos o juízo no nível do espírito, com o juízo eterno, o qual abordaremos mais à seguir, apesar de que evidentemente, aquele que hoje anda morto em seus delitos e pecados, rejeitando a vida de Deus, haverá de enfrentar este juízo que é determinante e eterno.



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JUÍZO ETERNO PARTE 6

Mensagem por gabii em Ter 25 Mar 2008 - 18:42

Concluímos de tudo isto, que pecados e transgressões podem ser coletivos, ou individuais, mas o Justo Juiz, que a todas as coisas conhece, sabe discernir e dar a paga a cada um segundo a medida do seu próprio pecado. É imparcial, e exerce igualmente a sua justiça para com todos.

Aprendamos, pois com tais exemplos, apesar de todos estes se darem num tempo (da lei) em que Deus falava ao homem pelos seus anjos enviados a favor do mesmo (At 7:53), não ficaram sem a devida recompensa os transgressores. Ouça portanto o clamor do Espírito Santo: “Por isso convém atentarmos mais diligentemente para as coisas que ouvimos, para que em tempo algum nos desviemos delas. Pois se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão e desobediência recebeu justa retribuição, como escaparemos nós, se descuidarmos de tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram: testificando Deus juntamente com eles, por sinais e prodígios, e por múltiplos milagres e dons do Espírito Santo, distribuídos segundo a sua vontade.” (Hb 2:1-4)





5 . Juízo no Nível Carnal.



Como já estudamos anteriormente, um juízo só é executado com justiça quando todos passam a ser avaliados por uma mesma medida. Logo, concluímos que aqueles que recebem maior revelação da vontade de Deus e não andam consoante a ela, são dignos de mais severo juízo. Também é fácil deduzir, que aqueles que desconhecem tal revelação, porém andam em conformidade com a lei moral, incutida no coração de todo homem, por ela serão julgados (Rm 2:9-16). Independente do grau de conhecimento; é importante não esquecer de que todos comparecerão perante o Senhor, para serem julgados. Lucas 12: 41-48

Em aliança anterior a que hoje vivemos, conhecida como Antigo Pacto ou Testamento, tivemos a oportunidade de ver que Deus, através de um povo por Ele escolhido, revelou ao homem parâmetros de justiça e santidade pelos quais deveria viver, ao que chamamos Lei.

Para alguns este termo parece pejorativo, como se referisse a algo ruim e penoso ao homem, algo do qual Cristo nos libertou, contudo conforme já observado neste estudo a lei é algo justo elaborado pelo Altíssimo. Portanto, como o próprio Jesus nos orientou, a lei servia de sombra para que a realidade pudesse se manifestar (Jo 5:39, 46,47; Lc 24:25-27).

Bom, estando claro a importância da lei (que é boa - Rm 7:12), para que alcançássemos a graça, podemos falar do juízo que decorria da Lei. Este juízo é caracterizado e se destaca pelo seu nível de execução: a carne (nada mais justo, já que é ela que nos inclina ao erro).

Ao atentarmos para o Pentateuco, em especial, veremos muitas determinações dadas por Deus a Moisés, de como deveria o povo agir em diversas circunstâncias. Esta legislação, continha juízos aparentemente severos, já que as transgressões deveriam ser punidas com a eliminação (morte física) do transgressor. Algumas admitiam uma substituição (temporária e parcial), que era feita pelo sacrifício de alguns animais específicos, a fim de que o sangue destes vertido, cobrisse o pecado do ofertante, que saía livre de sua culpa.

O juízo de qualquer falta diante de Deus, era executado pelo próprio homem diretamente na carne (seja a do infrator ou de algum animal substituto). Isto era feito por Três motivos básicos: para o cumprimento da justiça (“o salário do pecado é a morte”), para que todos pudessem observar as conseqüências de um erro, e viessem a temer, não seguindo o mesmo caminho de maldade. E finalmente para eliminar condições legais adquiridas por demônios, pois estes certamente por causa do pecado cometido teriam o direito de permanecer no homem.

Como exemplo, podemos observar um acontecimento com o povo de Israel. Na ocasião em que saindo do Egito, o povo peregrinava pelo deserto, fizeram uma parada (em Sitim), e passaram a se envolver (prostituir-se) com as mulheres dos seus adversários (os moabitas), que lhes convidaram a inclinarem-se aos seus deuses. Isto veio a incitar a ira de Deus contra o povo, pois transgrediram a expressa vontade do Senhor (Êx 20:3-6; Dt 7:3-4) e uma praga(ações malignas) começou a assolar todo o povo.

Para que houvesse o perdão e a expiação da culpa, era necessário que o juízo fosse executado sem piedade sobre os transgressores. E o Senhor determinou que fossem mortos os culpados. Finéias, neto de Arão, ao observar um homem conduzindo uma moabita para sua tenda, imediatamente cumpre o que fora exigido, derramando sem contestação, o sangue de ambos. A praga então cessou (Nm 25).

Parece cruel, mas se pensarmos com cuidado veremos que foi exatamente o que aconteceu com Jesus quando voluntariamente se entregou a morte por nós. Foi também Ele traspassado, para fazer cessar a praga que nos assolava: a morte. Veja o que diz o apóstolo Pedro a este respeito, no que refere ao cumprimento do juízo decorrente da Lei, em Cristo: “Ora pois, já que Cristo padeceu na carne, armai-vos também vós deste mesmo pensamento; porque aquele que padeceu na carne já cessou do pecado;” (I Pe 4:1; Leia ainda Is 53!).

Vemos então, que tudo o que a lei determinava, era apenas um rascunho do que estava para vir, porque por mais que a lei apontasse o erro, e exigisse a correção do mesmo, ela não tinha o poder de remover completamente o pecado, pois a purificação era limitada à carne, já que ela(a carne) era o alvo do maior juízo (Hb 9:9-14). Podemos observar na descrição do Apóstolo Paulo na carta enviada aos que se encontravam em Corinto, a clara definição do juízo na carne para que pelo menos o espírito do homem pecador seja salvo no nível espiritual e eterno. I Coríntios 5: 1-5



6 . Juízo no Nível Espiritual.


Este nível de juízo é o requerido a partir da obra de Cristo. Talvez você se assuste, e me diga: “- Juízo? Mas agora não estamos na Graça, onde há plenitude da misericórdia de Deus?” E eu te respondo que é exatamente isso. Mas como Deus exerce perfeitamente a justiça juntamente com a misericórdia, removeu as ordenanças determinadas para a carne e imputou um juízo espiritual, superior ao simples carnal.



Como o Senhor é Deus e não muda, não pode anular-se a si mesmo, o princípio continua o mesmo (“a alma que pecar, esta morrerá”). A morte continua sendo o juízo, porém, não é de imediata na carne, hoje a morte é no espírito!

Hoje podemos ver que muitos transgressores caminham livremente nas ruas, aparentemente vivos, porém estão mortos no seu espírito. O juízo atual, não é imputado diretamente pelo homem, porque este é falho, sendo muitas vezes parcial, até no que diz respeito a justiça humana, aceitando subornos, etc. Somos ainda limitados, quanto a ciência dos fatos, já que muitos erros são cometidos em oculto. Aparentemente, estes transgressores continuam livremente indo e vindo, muitas vezes até com a capa de religiosos, mas na realidade estão mortos. (Ap 3:1)

A grande diferença do juízo referente à Lei, é que hoje, nós os que aceitamos por fé o sacrifício de Jesus, devemos andar unidos com Ele, na semelhança de sua morte, trazendo por amor, não mais por ordenança, a nossa carne em juízo, morta para o pecado! (Rm 6)

Observe o que o Senhor diz acerca da Lei: “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido.” (Mt 5:17-18). E não fica por aí. Se você ler todo o restante deste capítulo 5 do livro de Mateus, verá que agora, na nova aliança, o rigor no cumprimento da justiça é bem maior do que no antigo pacto.

O juízo no tempo da graça também é muito mais sério do que o imputado pela lei. É como diz a Escritura, “Daquele a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá.” ( Lc 12:48b). Se nós temos recebido tanta graça da parte do próprio Deus, através do Seu Filho (favor o qual não merecemos), como a proposta de remoção completa do nosso pecado, nada mais justo do que sermos dignos de maior juízo (Jo 1:17). “Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma expectação terrível de juízo, e um ardor de fogo que há de devorar os adversários. Havendo alguém rejeitado a lei de Moisés, morre sem misericórdia, pela palavra de duas ou três testemunhas; de quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do pacto, com que foi santificado, e ultrajar ao Espírito da graça? Pois conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” (Hb 10:26-31)

É importante não confundirmos o juízo no nível do espírito, com o juízo eterno, o qual abordaremos mais à seguir, apesar de que evidentemente, aquele que hoje anda morto em seus delitos e pecados, rejeitando a vida de Deus, haverá de enfrentar este juízo que é determinante e eterno.



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JUÍZO ETERNO PARTE FINAL

Mensagem por gabii em Ter 25 Mar 2008 - 18:44

7 . Juízo Eterno.

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo...” (Hb 9:27)




O conceito de um Juízo Final, retratado e confirmado em toda Santa Escritura, faz cair por terra todas as teorias do Diabo de reencarnação, ou sofrimentos pessoais capazes de purgar os nossos pecados após a morte, coisas que anulam e negam a importância da indispensável obra redentora de Cristo. Alguns dizem ainda, que não existe vida eterna, pois com a morte, tudo acaba. Grandes mentiras, que dão ao homem uma falsa esperança de que após a morte física, poderá haver uma nova chance. Esquecem-se, no entanto, que o Deus Todo-Poderoso é justo, e d’Ele não se pode zombar. Gálatas 6: 7-8

Ficaria difícil, entretanto, falar do juízo eterno, sem antes dar uma compreensão do período entre a morte física e o dito Juízo.

A primeira coisa a se entender, é que somos feitos a imagem de Deus, e como Ele é espírito, também nós o somos. E um espírito não pode ser pulverizado, ou ele estará morto eternamente (separado de Deus) ou com o Seu Criador, gozando de vida eterna. Existe, portanto diferença no destino da alma humana após a morte, dos que para Deus são considerados justos e dos impuros (I Co 6:9-11). Isto é bem definido pela Bíblia, deixado claro, afinal, como temos dito desde o princípio deste estudo, Deus age com justiça! (Sl 9:17; Mt 18:8; 25:46...)

Outra coisa importante de se notar é a mudança que a obra redentora de Cristo operou também no reino espiritual. Antes da ressurreição de Jesus, as pessoas que dormiam no Senhor, tinham seus pecados muitas vezes cobertos, mas não removidos, pois só o sacrifício perfeito de Jesus foi capaz disto. Logo, elas não podiam ir diretamente ao céu, e eram então conduzidas a um local conhecido como “Seio de Abraão”. Aí, talvez você me perguntaria: - E onde ficava este local? Bom, logo chegaremos a esta resposta, porém cabe aqui observarmos o real sentido no original de uma mesma palavra que admite diferentes traduções.

A palavra seol no Antigo Testamento equivale em sentido a hades, no Novo Testamento. A diferença é que a primeira é hebraica e a segunda, é grega. Ambas designam o lugar para onde iam todos após a morte: justos e injustos. Parece contraditório, mas não é. Havia, nessa região dos mortos, (que não poderia ser o céu) uma divisão para os justos, e outra para os injustos, que eram separadas por um abismo intransponível (Lc 16:26). Todos estavam ali plenamente conscientes. O lugar dos justos (seio de Abraão) era de felicidade, prazer e segurança. Já o lugar dos ímpios é medonho, há fogo, cheio de dores, sofrimentos, estando todos perfeitamente lúcidos.

Jesus ensinou estas coisas ao relatar o fato descrito em Lucas, no capítulo 16. É oportuno dizer aqui que este capítulo não constitui uma parábola, e sim uma história verdadeira. O verbo haver no início do primeiro versículo, denota um fato real.(maiores detalhes apostila de Ressurreição).

É de lastimar o fato de que inúmeras referências ao seol, no Antigo Testamento, certas versões em português traduzem por sepultura e outros termos afins, o que traz confusão. (Ex. Gn 37:35; Nm 16:30; Pv 9:18; Is 38:18)

As palavras hades e seol aparecem às vezes traduzidas também por inferno, como em Dt 32:22; II Sm 22:6; Jó 11:8; 26:6; Sl 16:10; e em muitos outros lugares do Antigo Testamento, bem como do Novo Testamento (Mt 16:18; Ap 1:18). Por isso, o cristão prudente não deve se apressar em dar interpretações pessoais à Palavra de Deus.

Deve-se tomar cuidado para evitar ensino errôneo decorrentes das imperfeições nas traduções. Para citar só mais um exemplo deste problema, esta mesma palavra hades, é ainda traduzida por morte, em I Co 15:55b. Estas diferentes traduções de uma mesma palavra têm trazido muita confusão.

Após a obra redentora de Cristo, os fiéis a Deus não descem mais ao hades, isto é, ao Seio de Abraão. A mudança ocorreu entre a morte e a ressurreição do Senhor, pois Ele disse ao ladrão arrependido: “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lc 23:43). O apóstolo Paulo diz a respeito do assunto: “Por isso foi dito: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. Ora, isto - ele subiu - que é, senão que também desceu às partes mais baixas da terra?(Hades) Aquele que desceu é também o mesmo que subiu muito acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.” (Ef 4:8-10).

Entende-se, pois, que Jesus, ao ressuscitar, levou para o céu os crentes do Antigo Testamento que estavam no Seio de Abraão. Muitos desses crentes, Jesus os ressuscitou certamente para que se cumprisse o tipo prefigurado na Festa das Primícias (Lv 23:9-11), que falava profeticamente da ressurreição de Cristo (I Co 15:20,23). Nessa festa sagrada havia pluralidade (o texto bíblico fala de “molho” ou “feixe”). No seu cumprimento, deveria haver também pluralidade. E houve, conforme vemos em Mt 27:52-53. Mas isto é um outro assunto. O importante, a saber, é que a obra redentora de Jesus no calvário afetou, não só os vivos, mas, também os mortos que dormiam no Senhor.

A vitória plena de Cristo teria que incluir a derrota da morte. Ora, todo vencedor sempre regressa da batalha trazendo consigo provas e evidências da sua vitória final. Era, pois, justo que Jesus ressuscitasse alguns e os trouxesse consigo, uma vez derrotada a morte!

Os crentes que agora dormem no Senhor estão no céu, como um dos resultados da obra redentora do Senhor (II Co 5:Cool.

Comparando-se Fp 1:23 com I Pe 3:22, vê-se que o Paraíso situa-se no céu. Quem parte daqui fica com Cristo (Fp); ora, Cristo está agora assentado à destra de Deus (I Pe).

Quanto aos ímpios, não houve para estes qualquer alteração quanto ao se estado. Continuam descendo ao hades, o “Império da morte” onde ficarão retidos em sofrimento conscientes até o Juízo. Assim sendo, qualquer fantasma ou “alma de outro mundo” que aparecer por aqui é coisa diabólica, porque do hades não sai ninguém. É uma prisão, cuja chave está com Jesus (Ap 1:18). Alma de outro mundo, ou espíritos falantes ou incorporados não vêm à terra: os salvos estão com Jesus, e os perdidos estão presos. Alguns demônios, sim, por enquanto estão soltos, e sabem imitar e enganar com muita perícia.

Resumindo, o inferno propriamente dito, isto é, o inferno eterno como destino final dos ímpios, é o chamado Lago de fogo e enxofre, mencionado em Ap 20:10,14. O hades é apenas um “inferno-prisão” onde os ímpios permanecem entre sua morte e a ressurreição a qual ocorrerá por ocasião do Juízo do Grande Trono Branco, após o reino milenial de Cristo (Ap 20:11-15).

Há, portanto um dia reservado por Deus em que julgará a cada um, segundo o que fizeram durante suas vidas. Ninguém poderá escapar deste dia, e todas as obras, até as que se fez em oculto de todos os homens, hão de ser reveladas,(Rm 2:16) e todos saberão muito bem o porquê de receberem tal castigo. Nada mais justo, pois quem preferiu andar aqui nesta terra, segundo a vontade da carne e do Diabo, receberão a mesma condenação que para ele está destinada. Será este o Dia em que o Senhor já não se apresentará com misericórdia, mas com justiça, e fogo vingador, contra os seus adversários.

E é de tudo isto que Jesus quer nos livrar. Uma coisa importante de se entender, é que Deus não criou o inferno eterno para o homem, e sim para o Diabo e seus anjos: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos;” (Mt 25:41). Acontece que os demônios não querem ir para lá sozinhos. Eles sabem que seu tempo de ação está determinado, por isso, agem seduzindo o mundo inteiro a andar nos seus próprios erros, a fim de que o homem venha receber o mesmo juízo que para eles foi determinado. Eles são malignos, e têm prazer em corromper, para depois nos acusar diante de Deus. Satanás sabe que não pode lutar contra o Criador, por isso quer destruir Sua criatura (que são a semelhança de Deus). Sua luta com Deus hoje é pelas almas dos homens.

Conhecendo este intento maligno, sabendo que os tempos estão se cumprindo, e que após a morte, só resta ao homem a colheita de todos os seus atos em vida (não haverá outra chance!) o Espírito de Deus tem clamado a cada um de nós: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso em perdoar.” (Is 55:6-7).

O Senhor é misericordioso e sempre deixa uma palavra de consolo, restauração, para aqueles que querem mudar.

Mas, muitas vezes preferimos o erro, por nos envergonharmos da prática da justiça, ou por temermos mais aos homens do que a Deus. Pense meu irmão, um prazer momentâneo, ou o orgulho de querer ser bem visto pelo mundo por um determinado espaço de tempo, não será uma boa justificativa perante o Deus Vivo, no dia em que lhe pedirá contas de suas obras. Ainda que nossa luta contra o pecado alcance o nível da própria morte física, o Senhor Jesus nos exorta: “E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” (Mt 10:28).



Considerações Finais :


“ De tudo o se tem ouvido, a suma é: teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más. ” (Ec 12:13-14)









A graça do Pai em Jesus
Tendo em vista o entendimento e o reconhecimento de que além do pecado original, muitas vezes falhamos em muitos pontos, fica o pesar de que todos nós somos merecedores não só de comparecermos ao juízo, como também de sermos condenados ao castigo eterno. Até o próprio apóstolo Paulo reconhecia isto: Rm 7:18-24. Mas o Espírito Santo trouxe a sua memória também a resposta, a solução: “Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.” (v. 25). E não pára por aí, veja como continua o capítulo 8:1: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”.

O amor e a justiça de Deus estavam aliados em Cristo, para que o homem fosse salvo do poder da morte eterna! Deus sempre nos amou, mas a justiça tinha de ser cumprida. Acontece que nenhum homem jamais foi capaz de cumpri-la. Enviando Deus o seu único Filho, cumpriu Ele a justiça, permanecendo puro, sem um mínimo pecado, e imputou esta Sua pureza a nós, os que aceitamos sermos salvos, preferindo Ele mesmo sofrer nossa pena, o juízo a que estávamos destinados! O escárnio, a dor , a humilhação, a morte, o afastamento do Pai! É impressionante, o criador, auto-existente, se humilhou perante suas criaturas, para ter o poder e a autoridade de legalmente resgata-las! É um amor tão supremo, onde não precisamos nos amedrontar nem mesmo com a morte!!!

Existe uma ilustração, feita por algum irmão em Cristo, em algum lugar, que retrata em parte este assombroso amor do nosso Deus, que não está na violação da lei, mas no cumprimento da mesma justiça:



“Certo juiz, conhecido por sua retidão e justiça, encontrou-se numa situação difícil. A ele foi dado o julgamento da própria esposa, por quem tinha um profundo amor, mas que, pelo que fizera, poderia ser condenada à morte. O julgamento foi longo, as provas evidentes e as testemunhas de acusação, incontestáveis. Fitando os olhos em sua amada, o juiz ergueu-se e, de maneira firme e resoluta, com lágrimas, proferiu”:

- Declaro a ré culpada e a sentencio à pena máxima, à pena de morte...

Espanto geral, logo substituído por outro ainda maior quando ele, despindo-se de sua toga (sua justiça) e colocando-se ao lado da esposa, declara:

- ...e determino que eu morra em seu lugar.

Essa história é impossível na justiça humana, mas ilustra exatamente o que aconteceu com o Senhor Jesus quando morreu por nós na cruz. Ali vemos, ao mesmo tempo, a plenitude da justiça e do amor de Deus. A justiça é o fundamento do Trono de Deus (Sl 89:14), e Seu amor, provado pelo fato de cristo ter morrido por nós (Rm 5:Cool, cumpre as exigências que somente ele poderia atender. Não há como entender, apenas somos constrangidos a entregar-nos totalmente a Ele!!!”

“E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem permanece em amor, permanece em Deus, e Deus nele. Nisto é aperfeiçoado em nós o amor, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos também nós neste mundo.
No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor. Nós amamos, porque ele nos amou primeiro.” (I Jo 4:16-19)
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Re: juízo eterno-PARTE 1

Mensagem por Marcelo Teixeira em Sex 18 Abr 2008 - 13:34

Olhei tudo isso, comecei a ler mas não aguentei. Você leu tudo?

Consegue resumir num único tópico?
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Re: juízo eterno-PARTE 1

Mensagem por gabii em Sab 19 Abr 2008 - 23:55

sim sim li...já fiz este estudo mais aprofundado com o meu pr.
mas tudiin que tá escrito é hiper importante..cada detalhe....rs...lê uma parte hoje e a outra amanhã e assim por diante ....melhor..imprime e estude quando tiver tempo...como estudande deste estudo eu garando..é mtooooo bom!!! (só uma sugestão)
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Re: juízo eterno-PARTE 1

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