Shabat - O Sabado biblico

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Shabat - O Sabado biblico

Mensagem por Leo Shofar em Qua 16 Abr 2008 - 18:23

SHABAT
Por Igor
Miguel

A palavra vem do hebraico Shabat, que é 47 vezes traduzido na
Bíblia com sentido de cessar e 11 vezes no sentido de descansar. Uma referência
ao 7º dia semanal, que no calendário bíblico acontece entre o pôr-do-sol da
sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado no calendário ocidental.
A primeira
ocorrência do Shabat na Bíblia está no livro de Gênesis, quando D’us descansa de
tudo que criou neste dia. “E, havendo D’us terminado no dia sétimo a sua obra
que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou
D’us o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que como
Criador, fizera” (Gn 2:2).

Mas, por que D’us descansou neste dia? Que
propósito Ele tinha nisto? O Sábado é ainda aplicado para os judeus? E aos
não-judeus crentes? Estas perguntas serão respondidas nesta exposição.
A
Proposta Original
Depois de D’us ter manifestado toda a ordem no Éden, todo
o cenário para a manifestação de sua criação, então, definitivamente ele cria o
homem, que seria o centro do Éden. Este homem teria autoridade para dominar
sobre a criação (Gn 1:28), esta autoridade seria dada por D’us. Então, D’us cria
o mundo em 5 dias e no 6º dia Ele cria o homem, lhe dá autoridade e declara que
tudo era muito bom! (Gn 1:31). Finalmente, Ele descansa no 7º dia (2:1-3).
O
processo é lógico, D’us criou o homem para descansar com Ele neste 7º dia, na
verdade este 7º dia seria eterno, nunca deveria cessar, D’us cria um mundo em
ordem, para estabelecer o homem em um paraíso de perfeição utópica e finalmente
para descansar com Ele. Na verdade nunca haveria uma “segunda-feira” ou um ciclo
de 7 dias para o homem. D’us não criou o homem originalmente para labutar ou
trabalhar, antes para Reinar, Dominar e descansar com a criação.
O Shabat é
um símbolo de plenitude, de perfeição sem limites, de comunhão e harmonia da
criatura com o Criador. Onde o pecado é inexistente, onde a submissão do homem
ao Seu D’us é precisa e a autoridade do homem sobre a criação é absoluta.


A Perda do Descanso
Quando o homem pecou (Gn 3.1 e seg.), ele
renunciou o descanso providenciado por D’us, as conseqüências por causa da
rebelião do homem foram seriíssimas. Agora vítima do afastamento de D’us, o
homem se vê completamente alienado do eterno descanso proposto por seu Criador.
Por esta razão D’us disse: “... maldita e a terra por sua causa; em fadigas
obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos
e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão,
até que tornes à terra...” (Gn 3:17-19).
Aqui o homem perde seu acesso ao
descanso de D’us, se vê excluído deste 7º dia eterno, onde um homem eterno
poderia viver com seu Criador em perfeita harmonia. Agora não! Agora ele é
vítima de sua própria desobediência, escravo de seu esforço e vítima da morte.

D’us criou o homem para: Dominar a criação, ter vida eterna, desfrutar da
criação e descansar. Com o pecado o homem é vítima da criação – produz abrolhos
(3:18) – amaldiçoa a terra, trabalha para adquirir o sustento e perde a vida
eterna – “até que tornes à terra” (v.19).
Guardiões do Descanso
D’us
então forma a nação de Israel, uma nação sacerdotal (Ex 19:6), que exerce função
representativa perante D’us. Israel é um princípio de representação das nações
perante D’us, assim como o sacerdote de Israel representava a nação perante o
YHVH, o povo judeu é uma representação sacerdotal das nações perante D’us.
Cumpre também uma função sacerdotal de preservar certos sinais para a redenção.

Poderíamos citar vários sinais escatológicos preservados pelo povo de
Israel, sejam dentro da Bíblia ou até mesmo extra-bíblicos. Porém, um dos
principais sinais preservados por este povo se chama “SHABAT”.
“Guardarão,
pois, o Shabat os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança
perpétua. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em
seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia ele descansou, e
restaurou-se” (Ex 31:16 e 17 – Almeida C.F.T.O.).

Para Israel o Shabat
é:
1) Um dia para ser ‘guardado’;
2) Um dia para ser ‘celebrado’;
3)
Uma herança “pelas gerações”;
4) Aliança ou Pacto perpétuo (para sempre);

5) Um Sinal
6) ... que aponta para o descanso do Éden – “porque em seis
dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimos dia ele descansou...” (v.17).


O Shabat foi dado a Israel – lembre-se da função sacerdotal – para que
fosse um sinal, um testemunho para às nações, pois o Shabat aponta para o dia em
que D’us descansou com o homem no sétimo dia. E aponta para um dia em que D’us
devolverá este descanso para a humanidade. Interessante notar que a palavra
sinal que ocorre neste versículo, a palavra ôt, pode ser traduzida como: sinal,
marca de distinção, aviso, memorial, sinal miraculoso ou prova. Na verdade o
Shabat é uma marca de distinção, porque convoca a humanidade para ser santa,
porque só os santos terão acesso ao descanso de D’us. Também é um aviso, pois
anuncia o descanso eterno reservado para os santos quando da redenção da
criação. Também um milagre e uma prova, pois Israel tem sido preservado por D’us
através do Shabat por quase 3000 anos, para que sirva de testemunho para as
nações como um milagre de preservação.
Redenção do Descanso sobre a Terra

Israel vem profetizando desde sua existência este descanso. Ele não era só
semanal, era também anual, como o ano sabático, a cada 7 anos havia descanso na
terra.
Vejamos este texto: “No sétimo ano a terra terá o seu descanso...”
(Lv 25:4). Se conectarmos este texto com o texto de Gênesis 3:17: “... a terra é
maldita por tua causa...” entendemos perfeitamente o motivo deste descanso da
terra no sétimo ano. Existe uma relação original do homem com sua matéria prima
– a terra ou em hebraico Adamá. O descanso da terra era um sinal que conectava o
dia em que a terra desfrutava do Shabat, apontando para um dia em que a terra
desfrutará do descanso. Pois, se tornara maldita por causa do pecado, porém
existe uma promessa de redenção para a criação ou a terra: “A ardente
expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de D’us. Pois a criação
está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a
sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da
corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de D’us” (Romanos 8:19-21).

A criação é uma vítima do pecado, ela mesma aguarda a revelação dos filhos
de D’us. Pois ela está sujeita à banalidade (vaidade ou nulidade no gr.
mataióteti) não por escolha mas, por causa do homem, conforme as próprias
palavras de D’us para Adão.
D’us está sempre trabalhando para restituir o
descanso para a humanidade, em todo o tempo!
O Senhor do Shabat
Yeshua
(Jesus) surge no cenário escatológico, como o Senhor do Shabat, como aquele que
vem para restaurar o verdadeiro sentido do 7º dia.
Alguns fariseus estavam
dificultando a prática deste dia maravilhoso, estavam pondo jugo sobre um dia de
restauração, um dia de júbilo e vida.
Quando Yeshua curava um doente no
Sábado, ele estava tentando demonstrar para seus ouvintes, que o Shabat aponta
para a vida plena no paraíso. Quando uma pessoa é curada, ela tem sua vida
prolongada, recebe uma porção à mais de vida. Uma cura no Sábado era um sinal
que apontava para a essência, para o verdadeiro sentido do Shabat, a vida plena!

Por isto Yeshua disse: “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não
o homem por causa do sábado. De sorte que o Filho do Homem é senhor também do
sábado” (Marcos 2:27 e 18). Na verdade Yeshua está fazendo uso de um grande
ditado judaico, que nos foi preservado pelo Midrash Mechilta que diz de forma
similar: “O sábado vos foi dado, não vós ao sábado” (Melchita 103b). Yeshua não
feriu nenhum princípio da Torá quando curava no Shabat ou quando colhia espigas
com seus discípulos, Ele baseava em um princípio que estava fundamentado na
tradição do povo judeu e principalmente na Torá, quando diz: “Portanto,
guardareis o sábado, porque é santo para vós outros” (Ex 31:14). Não ao
contrário! Esta frase de Yeshua deixa claro que Ele como Segunda Adão (Rm 5)
veio para restaurar o senhorio do homem sobre o Shabat, sobre o descanso
reservado por D’us, o Éden! Restaurando o verdadeiro sentido deste dia,
libertando o Shabat do legalismo.


Entremos em seu descanso


Agora no Messias, temos acesso a Seu descanso. Nos tornamos novas
criaturas, de certa forma, quando cremos no Messias voltamos a realidade do Éden
antes da queda, entramos finalmente no descanso Dele. Seguindo este raciocínio o
autor de hebreus escreveu: “Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não
falaria posteriormente, a respeito de outro dia. Portanto, resta um SHABATON
para o povo de D’us. Porque aquele que entrou no descanso de D’us, também ele
mesmo descansou de de suas obras, como D’us das Suas. Esforcemo-nos, pois, por
entrar naquele descanso...” (Hebreus 4:8-11). Este texto incrível, preserva a
palavra SHABATON (gr. sabaton). Nas bíblias em português é traduzida como
descanso – simplesmente. Porém, algumas versões mais sinceras se preocupam em
colocar uma nota de roda-pé citando a tradução original ano sabático.
O que
temos que ter em mente, é que através do Messias, temos maravilhoso acesso ao
descanso que Ele nos proporciona. Se, estamos livres do pecado, voltemos à
realidade do Éden, ouvimos a voz de D’us, o descanso retorna, nosso trabalho não
é mais um jugo, e temos de certa forma, autoridade sobre a criação.

Obviamente, esta redenção ou este descanso não foi plenamente manifestado, o
que só acontecerá com a ressurreição, o que Paulo chama de ‘revelação dos filhos
de D’us’ (Rm Cool.
Restituição do Shabat
Quando o salvo no Messias, entra
nesta realidade do descanso de D’us, ele poderá desfrutar com júbilo do descanso
eterno.
Temos 7 dias, 7 anos, 7 X 7 anos (ou seja 49) ou seja o Jubileu e
finalmente um ciclo de 7 milênios, onde no 7º o Messias descansará conosco.

Apocalipse descreve um tempo, em que o Messias reinará por mil anos, o
chamado milênio. Porém, não há nenhuma referência clara no Tanach (A.T.) deste
período messiânico ter um tempo exato de 1000 anos. João não foi o primeiro a
perceber isto, apesar de não encontrarmos referência clara sobre este tempo
numérico 1000 nas Escrituras, exceto em Apocalipse. Na tradição judaica já
existia esta expectativa como encontramos preservada nos escritos do Zohar: “Nos
dias da sexta parte do sexto milênio, os portais do conhecimento sobrenatural se
abrirão no alto, enquanto embaixo abrem-se as fontes da sabedoria secular. Assim
se iniciará o processo pelo qual o mundo se preparará para entrar no SÉTIMO
MILÊNIO, O SHABAT” – (Zohar – Parashá Nôach – Noé).
O Reino Milenar do
Messias, ainda não é todo o descanso de D’us. O Milênio é um descanso prévio
para a manifestação do Shabat Eterno. A restituição do paraíso e do Shabat. Por
isto, em Apocalipse 21 vemos a imagem gloriosa de uma Nova Jerusalém descendo do
céu, preparada para os remidos, judeus e gentios. Um “Éden” preparado por D’us,
um 7º dia eterno, onde finalmente a criação se alegrará com seu Criador pela
eternidade. Pois mesmo nestes novos céus e terras, na verdade céus e terras
renovados, celebraremos o Shabat, pois ele é PERPÉTUO! “... de uma Festa da Lua
Nova à outra e de um Shabat ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim diz
o Senhor...” (Isaías 66.23 – leia o v.22 [nos Novos Céus e Nova Terra]).

Finalmente a ordem é restabelecida....
“Então, me mostrou o rio da água
da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de D’us e do Cordeiro. No meio
da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz
doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a
cura dos povos... Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de
candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor D’us brilhará sobre eles, e reinarão
pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 22:1,2-5).
Observação final: Aos
judeus foi confiada a missão de preservação deste dia, pois ele é um sinal, uma
aliança perpétua com Israel. Porém, o Sábado tem implicações muito mais
profundas, do que simplesmente separá-lo dentre seis dias. O Shabat é um sinal
de redenção para a humanidade, um sinal de retorno ao Éden, ao paraíso
prometido. O Shabat é um sinal de prisão para Satanás, pois no Milênio (O Shabat
Milenar) Satanás é aprisionado. Se um não judeu celebrar o Shabat, como um
sentido profético, aplicando-o nestes princípios ele não terá nenhum problema.
Pois Yeshua disse que o Shabat é para o HOMEM, não disse JUDEU. O princípio de
um descanso para a humanidade é universal. “Aos ESTRANGEIROS que se chegam ao
Senhor, para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos
seus, sim, todos os que guardam o Sábado, não o profanando, e abraçam a minha
aliança, também os levarei ao meus santo monte e os alegrarei na minha Casa de
Oração” (Isaías 56.6). Alguns dizem que este texto se aplica ao Reino Milenar ou
ao final dos tempos, quando as nações subirão à Sião. Porém, percebo que este
texto é perfeitamente aplicável à não-judeus. Não como uma obrigação, mas existe
benção para aqueles que assim o fizerem.
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Re: Shabat - O Sabado biblico

Mensagem por Amanda em Qua 16 Abr 2008 - 20:51

mano eu creio no sabado viu..
primeiro pq era um "mandamento do jardim".. não é Lei!
Eu creio..!!rs
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Re: Shabat - O Sabado biblico

Mensagem por gabii em Seg 12 Maio 2008 - 20:22

Amanda escreveu:mano eu creio no sabado viu..
primeiro pq era um "mandamento do jardim".. não é Lei!
Eu creio..!!rs

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Re: Shabat - O Sabado biblico

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